Praticar exercícios físicos e não fumar ajudam a prevenir Alzheimer

Prática de exercícios são importantes, pois sedentarismo dificulta a oxigenação, diminui a capacidade cognitiva. Fumantes têm risco 45% maior.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/02/2017 às 10:00
Atualizado às 13:19

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Fazer atividades físicas regularmente é um dos maiores fatores que ajudam a retardar o aparecimento do Alzheimer. “Os exercícios preservam o volume do hipocampo – uma das primeiras partes do cérebro atacadas pelo Alzheimer”, segundo o neurologista Martin Portner.

Praticar exercícios físicos e não fumar previne o Alzheimer

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O sedentarismo é prejudicial para o desenvolvimento das atividades no órgão, porque dificulta a oxigenação, diminui a capacidade de raciocínio e a motora. “Essas condições abrem caminho para a doença”, diz o neurocientista Aristides Brito.

Dentre os exercícios indicados contra doenças neurodegenerativas, os principais são de fortalecimento muscular para braços e pernas. “Eles auxiliam no equilíbrio,  na propriocepção como um todo (percepção de posicionamento que o corpo tem no espaço), evitando que o paciente caia e se machuque”, comenta Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

A atividade aeróbica deve ser de intensidade moderada no peso e na carga, pois objetivo é oferecer qualidade de vida e não causar sofrimentos ou dores. “Pode ser caminhada, natação ou bicicleta estacionária de academia”, exemplifica Karina. Segundo Martin, um pouco mais de meia hora cerca de três vezes por semana garante melhor do fluxo sanguíneo por todo o cérebro.

Não fumar

Conforme um relatório de 2014 da Organização Mundial de Saúde, fumantes têm risco 45% maior de desenvolver demência do que não fumantes. “Ainda revelou que 14% dos casos de demência podem ser atribuídos ao tabagismo”, destaca Martin.

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Consultorias: André Gustavo Lima, neurologista, membro do Departamento Científico de Doppler Transcraniano da Academia Brasileira de Neurologia e membro do Departamento Científico de Acidente Vascular Cerebral da mesma instituição; Fernanda Terribili, geriatra da clínica Doktor’s, de São Paulo (SP); Karina Hatano, médica do exercício e do esporte; Martin Portner, neurologista, mestre em neurociência pela Universidade de Oxford, escritor e palestrante; Suyen A. Miranda, gerontóloga da Velhice Com Carinho.

Texto e entrevistas: Ricardo Piccinato – Edição: Augusto Biason/Colaborador

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