Dia Mundial sem Tabaco: 5 dicas para abandonar o hábito

Hoje, dia 31 de maio, é o Dia Mundial sem Tabaco; veja hábitos que podem te ajudar a abandonar o cigarro

Apesar da prevalência maior em homens, mulheres também são vítimas do câncer no pulmão por conta do cigarro
Apesar da prevalência maior em homens, mulheres também são vítimas do câncer no pulmão por conta do cigarro - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 31/05/2022 às 11:00
Atualizado às 11:00

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Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial sem Tabaco é um momento importante para relembrar e alertar os riscos causados pelo hábito de fumar cigarros. E, apesar da diminuição de fumantes no Brasil — dados da Vigitel mostram que em 2021, apenas 9,1% da população fumava, enquanto em 2006, esse número era de 15,6% — cerca de 22 milhões de pessoas ainda fumam. 

Há ainda outros dados relevantes acerca de doenças provocadas pelo uso de cigarros a longo prazo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2020 e 2022 é estimado que sejam identificados pelo menos 30 mil novos casos de câncer de pulmão aqui no Brasil, sendo inclusive uma doença prevalente em homens.

Os casos também são mais frequentes nas quatro das cinco regiões: entre elas o Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Contudo, engana-se quem pensa que fumar pode provocar apenas o câncer no pulmão. “Além do câncer de pulmão, fígado, pâncreas e boca, existem cerca de 50 doenças atreladas ao tabagismo, como osteoporose, úlcera, catarata e doenças gengivais”, explica Gabriel Garcez, diretor médico de Conexa. 

Maneiras de ajudar tabagistas a superar o cigarro:

Antes de mais nada, se você está em busca de ajuda para interromper o uso de cigarros, mantenha o controle da situação e lembre-se: o tabagismo é uma doença que precisa de tratamento. Por isso, é muito importante que, ao abandonar o vício, você também pratique essas cinco dicas. Confira a seguir:

  • Não deixe de procurar por ajuda médica: somente esse profissional poderá indicar para você o melhor tratamento e metodologia para você abandonar o cigarro aos poucos. Para isso, existem diversas terapias de reposição como a nicotina em adesivo ou em gomas para ajudar você a superar o hábito, além de uma mudança de rotina a fim de evitar recaídas;

  • Procure por um acompanhamento psicológico: porque cuidar da saúde mental também é importante! Esse profissional pode te ajudar com ferramentar para superar o vício, além de ajudar você a lidar com situações como pressão de colegas, pessoas fumando próximas a você, atividades noturnas, entre outros; 

  • Encontre atividades para substituir o cigarro e evite gatilhos: você pode atrelar atividades saudáveis ao hábito de fumar, sabia? Um exemplo disso é tentar beber um copo d'água toda vez que sentir vontade de acender o cigarro ou até mesmo praticar uma atividade física. O médico também recomenda a adiar os cigarros rotineiros, como o da manhã ou após as refeições para ajudar a largar o vício;

  • Compartilhe suas conquistas com familiares e amigos: ao dividir as novidades sobre o tratamento, você encontra uma maneira de se sentir motivado e de não perder o foco. Para isso, você pode contar com seus amigos que te incentivam, mas também pode participar de grupos de apoio;

  • Tenha em mente que os sintomas de abstinência passam: sim, abandonar o cigarro é muito difícil justamente porque a nicotina atua no sistema nervoso central. Mas, é preciso ter paciência, principalmente quanto aos sintomas de abstinência. A dor de cabeça, irritabilidade, alteração de sono e tontura costumam melhorar a partir de duas semanas de abandono do cigarro. Então, um dia de cada vez, tudo bem?

Nada de substituir um vício por outro:

Não é difícil encontrar por aí pessoas que substituíram o cigarro pelo cigarro eletrônico, mas esse hábito é tão perigoso quanto o cigarro comum. O médico explica que esses aparelhos possuem nicotina em sua composição e são altamente viciantes. “Eles são tão ou mais perigosos que o cigarro comum, podendo causar doenças respiratórias como enfisema pulmonar, além de câncer”, conclui o profissional.

Fonte: Gabriel Garcez, médico e diretor da Conexa, player de saúde digital. 

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