Compulsão alimentar: maneiras de identificar o transtorno

Apesar da compulsão alimentar ser hoje um problema bastante conhecido, é importante lembrar que nem todo episódio configura o transtorno

Nem todo episódio de descontrole é necessariamente compulsão alimentar
Nem todo episódio de descontrole é necessariamente compulsão alimentar - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 08/06/2022 às 10:16
Atualizado às 10:16

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Você já ouviu falar em compulsão alimentar? Esse é um transtorno que envolve episódios como: comer em grandes quantidades, de forma muito rápida ou escondido, mesmo em momentos em que você não sente fome.

Contudo, o termo passou a ser uma justificativa para momentos em que as pessoas comem além do que deviam. Para o médico especialista em emagrecimento, Dr. Walid Nabil Ourabi, nem todo episódio compulsivo configura o transtorno. “Pode acontecer de, em momentos específicos, existirem exageros alimentares de forma descontrolada, mas que por si só não configuram um quadro clínico. Essa diferenciação é importante porque esse sintoma tem critérios de diagnósticos bem estabelecidos”, explica.

Entenda como funciona a compulsão alimentar:

O profissional também comenta  existe um limite entre a fome e a vontade de comer, afinal, essa é uma necessidade do corpo humano. No entanto, o que acontece com quem sofre de compulsão alimentar é que esse limite fica desregulado. 

Geralmente os quadros de transtornos compulsivos estão associados a eventos do passado com repercussão emocional, muitas vezes diagnosticado somente durante uma sessão de terapia ou consulta médica.

“Quando o episódio se conclui com a sensação de fracasso, de remorso, incapacidade e descontrole gera um ciclo muito ruim que pode acabar no abalo emocional que é quando termina o episódio da compulsão e a ansiedade não diminuiu com o alimento”, comenta o profissional de saúde.

Identificando o transtorno:

Como mencionado anteriormente, a compulsão alimentar só pode ser diagnosticada por profissionais. Ainda assim, é possível levar em consideração alguns fatores para entender como se dá o transtorno. Walid lista quais são:

  • comer mais rapidamente do que o normal;
  • comer até sentir-se desconfortavelmente cheio;
  • ganho de peso;
  • ingestão de grandes quantidades de alimentos sem sensação de fome;
  • comer sozinho por vergonha (devido à quantidade ingerida);
  • sentir repulsa por si mesmo, depressão ou culpa demasiada após comer.

O médico também explica que para ser caracterizado como compulsão alimentar, o descontrole precisa acontecer mais de uma vez por semana em um intervalo de três meses. Então, se você sente vontade de comer em dias de ócio em casa, quando se depara com uma comida diferente, ou ainda quando está em um evento social com bastante comida, mesmo que haja um exagero da sua parte, isso não configura necessariamente um transtorno de compulsão alimentar.

“Saber dosar o consumo pode se tornar um bom hábito já que se há um equilíbrio na quantidade, o cérebro entende e supre a necessidade momentânea de um doce ou de um hambúrguer, por exemplo, e daí o vício não aparece. Assim, uma dieta torna-se rotina e nada fica ao extremo: nem o consumo, nem a abstinência”, finaliza o especialista.

Por fim, vale lembrar: não se esqueça de realizar um acompanhamento médico!

Fonte: Walid Nabil Ourabi, médico especialista em medicina esportiva e emagrecimento.

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