Vaporização vaginal: o que é e quais são os riscos dessa prática?

O uso de ervas e vapor na região da vagina pode trazer alguns problemas para a saúde íntima. Saiba quais são!

Mulher dentro de uma banheira tomando banho. Riscos da vaporização vaginal
Por Eduarda Souza - 19/10/2018

(Foto: Reprodução/Pexels)

prática é definida como um banho de vapor na região genital feminina. Para obter a limpeza, a mulher senta em uma bacia de água quente acompanhada por algumas ervas, como alecrim, lavanda e manjericão. Nesse sentido, os riscos da vaporização vaginal são as irritações e os danos que podem afetar a saúde íntima

O tratamento é realizado por pessoas que acreditam que as ervas podem penetrar nos tecidos vaginais, já que estes são fontes de absorção, e a mistura vaporizadora seria auxiliar na limpeza do sistema reprodutivo e no aumento da circulação. Isso porque os elementos das ervas seriam absorvidos pela corrente sanguínea da mulher.

Os benefícios seriam o controle do odor vaginal e a diminuição de dores do ciclo menstrual, pois o útero funcionaria melhor com a ajuda proporcionada pelos óleos e propriedades medicinais das ervas. A sessão de vaporização pode durar de 20 à 45 minutos, e pode ser realizada em spas.

Entretanto, as vantagens não são comprovadas cientificamente e a prática pode acarretar problemas para a região íntima.

Riscos da vaporização vaginal

Ervas e bacia para sauna. Riscos da vaporização vaginal

(Foto: Reprodução/Pixabay)

A vagina não precisa de intervenções externas como forma de desintoxicá-la ou controlar odores. O órgão é composto por secreções naturais e elementos que são responsáveis por mantê-lo saudável e limpo. A melhor ajuda para a saúde vaginal é preservar a região seca e limpa, sem a dependência de produtos que contém perfumes.

Irritação

Não existe comprovação científica de que as ervas cumprem os objetivos que propõem, como o equilíbrio de hormônios. Pelo contrário, a vaporização pode causar irritação na vagina.
Os hormônios são produzidos por órgãos e tem sua especifidade e propósito, portanto, o vapor precisaria ser aplicado com grande pressão para poder chegar ao útero

Queimação

O vapor precisa ser manuseado com muito cuidado, do contrário, ele pode queimar os lábios da vulva e machucar a vagina. Lembre sempre que a vagina é extremamente sensível e qualquer prática realizada nessa área precisa de muita cautela.

Proliferação e/ou alteração de bactérias

Existem bactérias próprias do órgão, que são responsáveis pelo equilíbrio do PH e proteção da vagina. O vapor pode alterar essas bactérias de forma que elas provoquem infecções sérias. Além disso, a água do vapor pode lavar os óleos naturais da área, deixando a vagina mais propensa a cortes.

Placebo

A possível explicação dos benefícios notados por mulheres que usufruem da vaporização pode ser atribuída ao efeito placebo, isto é, a prática causa efeitos psicológicos, visto que as adeptas acreditam na eficácia da atividade.

Lembre-se: é essencial consultar uma dermatologista ou ginecologista para saber mais sobre a vaporização vaginal e as possibilidades que a atividade pode trazer antes de utilizá-la.

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