Infecção urinária: 3 dúvidas respondidas sobre a doença

A infecção urinária é uma doença comum entre as mulheres e, apesar de simples, precisa ser tratada corretamente com a indicação de um profissional

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Ingerir medicamentos sem prescrição médica pode piorar o quadro de infecção urinária. Foto Reprodução

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/06/2017 às 13:30
Atualizado às 15:51

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Uma das doenças bacterianas mais comuns, a infecção urinária se caracteriza pela presença de micro-organismos na urina, que se multiplicam com o passar do tempo, provocando alguns incômodos. A urina produzida nos rins é estéril. Ela se contamina quando há proliferação de bactérias ao redor da uretra (canal que liga a bexiga à superfície exterior do corpo).

Em até 95% dos casos, a bactéria responsável é a Escherichia coli, presente na flora intestinal. Algumas mulheres chegam a apresentar episódios de infecção urinária uma vez por ano. Para se prevenir e saber mais sobre o problema, esclareça suas dúvidas com o urologista Manoel Antônio Guimarães!

É importante consultar um médico e realizar exames específicos para detectar a infecção urinária.

É importante consultar um médico e realizar exames específicos para detectar a infecção urinária. Foto iStock.com/Getty Images

1. Homens também podem ter infecção urinária?

“Sim, porém é muito mais raro. É mais comum em mulheres por causa da anatomia; a uretra feminina é mais curta e não oferece uma barreira de proteção como nos homens”, explica o urologista. Além disso, nas mulheres, a vagina se localiza próxima do ânus, o que facilita a entrada de bactérias.

2. Se não tratada, a infecção urinária evolui para problemas mais graves?

“Sim. Pode evoluir para a infecção renal, chamada pielonefrite”, informa o urologista. A pielonefrite provoca sintomas como febre, calafrios e dor lombar. Os rins são órgãos vitais e, em alguns casos, pode ser necessária a internação hospitalar, para que o tratamento correto evite as complicações da doença.

3. A doença é transmissível?

Não, mas é comum que apareça em mulheres com vida sexual ativa, já que as relações alteram o pH da região vaginal, favorecendo a proliferação de bactérias.

Consultoria Manoel Antônio Guimarães, urologista

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