Realidade do corpo feminino é muito diferente do que vemos nas redes

Influencer mostra realidade por trás de fotos posadas e debate beleza natural

O perfil de Danae Mercer no Instagram mostra como muitas imagens nas redes sociais são apenas efeitos de ângulos diferentes

realidade do corpo feminino
Foto: Divulgação/Instagram

Corpos “perfeitos” rolando pelo feed do Instagram podem desencadear uma série de problemas causados pela falta de autoestima, como ansiedade, depressão, compulsão alimentar, anorexia e muitos outros. Toda mulher sabe o quanto qualquer sinalzinho fora do padrão social imposto é capaz de gerar uma angústia enorme. Pensando nisso, um perfil na rede social resolveu escancarar a realidade do corpo feminino e expor o quanto esses “modelos” são, na verdade inalcançáveis – até por aquelas que, à primeira vista, parecem se encaixar nesses padrões.

A realidade do corpo feminino

Estrias, celulites, gordurinhas “fora do lugar”, pelos… Por que é que abominamos tanto coisas que fazem parte da grande maioria dos corpos femininos? Quem é que disse que isso era feio? E, principalmente, por que lutar contra as nossas naturezas tão agressivamente se cada um desses traços diz um pouco sobre o que somos?

Não há como aceitar um corpo que colocamos a todo momento como passageiro. Já parou para lembrar a última vez que você não esteve fazendo dieta? Se privando das alegrias da própria vida? Quando é que vamos entender que o olhar de desaprovação do outro só diz sobre as inseguranças dele? Quando vamos aceitar que somos e ter coragem de expor a realidade sem maquiá-la? E disso que o perfil @danaemercer se trata.

Na bio, a criadora da conta já deixa claro seu objetivo: “Helping gals feel normal”, o que em português significa algo semelhante a “ajudando garotas a se sentirem normais”. Nas fotos, é possível ver como em cada ângulo um mesmo corpo fica completamente diferente. Desta forma, aquilo que vemos nas redes sociais é uma mera parcela da realidade.

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CELLULITE is so darn COMMON. So WEAR that swimsuit. Rock that bikini. Get out there and roll with the full wonder of all that you are. And don’t let any little lumpbumps make you second guess for a single minute. Over 80 percent of women have cellulite. That’s a HUGE number – and yet we are told it’s bad and wrong and subtly, so subtly, taught that it is shameful. Some of us learn these lessons as little girls. Yesterday I shared a YouTube video that wants to teach exactly that. It featured a slight child deciding she was TOO BIG, so she exercised and weighed herself and ate carrots and weighed herself and climbed stairs and weighed herself. Some of us learn these lessons as adults, when brands try to SELL TO US and make money from SHAME. From creating flaws that don’t exist, or from turning incredibly common bits of bodies into things that must be fixed. Wherever you learned these lessons, know that they are wrong. Your cellulite is NOT an error. A glitch in perfection. It’s incredible. Unique. A stamp mark of who you are. A sign that your body is functioning and alive and doing the same thing as over 80% of other women. So today, babygirl, get out there and rock your cellulite. Celebrate your dips and rolls. Embrace your curves or your straights. And most of all, do whatever makes you SMILE. Because you are a GLORIOUS CELEBRATION. A song of limbs and heart and soul. Don’t you forget it. Bikini @heiress_swimwear #selflove #bodyacceptance #normalizenormalbodies #cellulite #strengthmarks

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A diferença entre as duas imagens é gritante, né? Mas nenhuma delas é sinônimo de “feiura” ou sequer “beleza”. São apenas corpos, reais como eles devem ser mostrados e jamais escondidos. Ter coragem para abraçar essas características é ajudar a desconstruir algumas imposições sem fundamento nenhum e que são responsáveis por fazer com que as mulheres acreditem que serem elas mesmas não basta.

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