Campanha contra racismo virtual faz agressor pedir desculpas

Campanha da ONG Criola mostrou que o racismo virtual não é menos agressivo do que uma ofensa feita pessoalmente e o agressor pode ser localizado

Campanha contra o racismo virtual
Foto: Reprodução/Vimeo

Uma campanha contra o racismo virtual teve um desfecho impressionante. Diante do caso de agressões racistas dirigidas à jornalista Maju Coutinho, a ONG brasileira Criola teve a ideia de colocar em outdoors ofensas racistas feitas na internet.

Após um outdoor ter sido colocado na cidade de Vila Velha/ES, o agressor (que não estava identificado) resolveu entrar em contato com a ONG, mas para pedir desculpas pelos comentários que havia feito. A ONG o recebeu e filmou o homem pedindo desculpas em frente a uma mulher negra e seu comentário ofensivo. Confira no vídeo:

Racismo virtual, consequências reais

Segundo o site da Criola, a campanha foi feita em busca de uma reflexão: “Será que um comentário na internet causa menos danos que uma ofensa direta? Para quem posta, pode até ser. Mas para quem sofre, o preconceito nunca é só virtual.”

Racismo Virtual

Foto: ONG Criola

Em parceria com algumas empresas, as mensagens racistas foram distribuídas em outdoors de 4 cidades (Porto Alegre/RS, Americana/SP, Feira de Santana/BA e Vila Velha/ES). O diferencial foi que os outdoors estavam todos próximos de onde os comentários haviam sido feitos. Entretanto, não havia identificação do agressor, pois a ONG busca que as  pessoas reflitam sobre as consequências de se portar comentários racistas.

Os autores dos comentários virtuais podem ser localizados pela polícia e, assim como se fosse uma agressão feita cara a cara, podem sofrer consequências judiciais. Em um dos últimos casos de grande repercussão, os agressores da atriz Taís Araújo foram identificados e presos pela polícia.

A ONG também disponibilizou um vídeo com a reação ao outdoor de pessoas que passavam na rua.

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