Consumo de peixes pode prevenir e amenizar os sintomas da depressão

Consumo de peixes pode prevenir e amenizar os sintomas da depressão

Rico em triptofano, o peixe pode diminuir os sintomas da depressão, gerando ânimo e bem-estar às pessoas que consomem o alimento

Pode até ser difícil de acreditar, mas por meio da alimentação é possível amenizar e até prevenir os sintomas da depressão. “Nosso cérebro produz certos neurotransmissores que são relacionados ao humor, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Os dois últimos proporcionam a disposição e são produzidos pelo cérebro com o auxílio de um aminoácido chamado tirosina, encontrado em peixes, carnes magras, aves, leguminosas, nozes, castanhas, leite e iogurte desnatado”, explica a nutricionista Thaíz Maia.

peixe

Foto: iStock

Já a serotonina tem influência no estado de ânimo, sensação de bem-estar e humor das pessoas. Para ser fabricada, ela depende da presença de um aminoácido, o triptofano, também encontrado em alguns alimentos, por exemplo, peixes e queijos. Dessa forma, o consumo regular ou a ausência de alimentos que contêm substâncias como essas pode influenciar no humor de uma pessoa, amenizando ou acentuando os sintomas da depressão.

Mal do século

A depressão é uma doença bastante comum nos dias atuais: de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 121 milhões de pessoas no mundo sofrem desse distúrbio. Fatores biológicos, psicológicos e ambientais têm importante peso nos quadros depressivos, como afirma a psicóloga Marcella Mantovani Pazini: “Do ponto de vista psicológico, a depressão está relacionada a experiências de perdas significativas, como morte de um ente querido, perda de um emprego, de um local de moradia, de status socioeconômico, doença grave ou crônica, ou algo puramente simbólico e importante para aquela pessoa que não possa ser alcançado ou tenha sido perdido”. Entre os principais sintomas estão o desânimo e a falta de interesse pelas atividades cotidianas, que atrapalha as relações sociais e de trabalho, a predominância do humor triste e da visão de mundo pessimista também são sinais importantes.

E o peixe?

Salmão, sardinha e atum, entre outros, são ricos em ômega-3. Esse ácido graxo é essencial e não é produzido pelo organismo, por isso precisa ser obtido por meio da alimentação. O ômega-3 participa da composição da membrana dos neurônios, em especial da bainha de mielina, estrutura responsável por acelerar a transmissão de informações. De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, o consumo de ômega-3 durante a gravidez pode evitar a depressão pós-parto. Durante o estudo, 52 grávidas foram divididas em dois grupos: nas 16 últimas semanas da gestação, um deles ingeriu placebo e o outro ingeriu 300mg de ácido docosa-hexaenoico (DHA), um ácido graxo do tipo ômega-3. Após o parto, a situação emocional das mães foi analisada e verificou-se que aquelas que consumiram DHA (ômega-3) estavam menos propensas a manifestar sintomas da depressão pós-parto. Além disso, ingerir esse nutriente durante a gravidez pode também reduzir os riscos do bebê vir a ter depressão em algum momento da vida, já que o ômega-3 colabora com o desenvolvimento do sistema nervoso.

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Texto: Redação Alto Astral