O que você precisa saber sobre a operação Carne Fraca

A operação Carne Fraca acusou algumas empresas de não ter os cuidados necessários na produção das carnes. E o que podemos aprender com isso?

A qualidade das carnes brasileiras foi posta em xeque pela operação Carne Fraca.
2. O ideal é sempre descongelar unicamente a porção ideal para uso naquele momento, já que, ao descongelar e congelar novamente, além de perder propriedades importantes, a carne pode ficar imprópria para consumo (já que, eu ficar na pia para descongelar, por exemplo, pode entrar em contato com micro-organismos e estragar). Por isso, separe suas carnes em porções, coloque em forminhas de isopor e embale com plástico filme (ou tenha potes plásticos para serem usados exclusivamente para isso). Também é interessante etiquetar o alimento com a data do armazenamento e o tipo de corte. Foto Shutterstock

Recentemente, a Polícia Federal (PF) levantou uma questão importante: a procedência e a qualidade das carnes consumidas pelos brasileiros. A operação Carne Fraca revelou que mais de 40 empresas do setor alimentício utilizam ingredientes prejudiciais à saúde no processamento de seus produtos. A partir daí, os internautas não perderam tempo e soltaram a criatividade na hora de fazer memes, levando às discussões em vários âmbitos da sociedade.

Apesar de algumas empresas investigadas realmente usarem substâncias perigosas, nem tudo o que foi compartilhado é tão real assim. Especialistas afirmam que a divulgação da operação Carne Fraca foi um pouco equivocada, já que causou um desespero desnecessário à população. Isso porque algumas substâncias passaram a ser vistas como verdadeiras vilãs, sendo que, na verdade, é preciso utilizá-las na fabricação das carnes, respeitando a dosagem permitida.

Esse é o caso do ácido ascórbico (também conhecido popularmente como vitamina C) que, quando usado em quantidades moderadas e dentro da lei, ajuda a evitar a deterioração das carnes. Porém, a acusação é que as empresas exageram na dose, colocando a saúde dos consumidores em risco. “Eles usam ácidos e outros ingredientes químicos em quantidades muito superiores à permitida por lei para poder maquiar o aspecto físico do alimento estragado ou com mau cheiro”, disse o delegado da PF, Maurício Moscardi Grillo, em entrevista coletiva.

É preciso ter bastante cuidado para não “demonizar” substâncias e métodos necessários no processamento das carnes. Para se ter uma ideia, o ácido ascórbico é usado em empresas do mundo inteiro e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa substância pode causar problemas como cálculos renais e distúrbios gastrointestinais quando consumida em excesso e por um longo período, mas, ao contrário do que passou a ser noticiado, não existe relação direta entre ela e o câncer, por exemplo. Então, a grande questão é ter consciência e respeitar os limites impostos pela legislação.

Depois de todo o escândalo envolvendo a operação Carne Fraca, os brasileiros e várias pessoas de outros países passaram a ter receio das carnes produzidas por aqui (Chile, Hong Kong e Egito suspenderam temporariamente a compra de carnes brasileiras, e a Suíça vai barrar a entrada de carnes produzidas pelas empresas apontadas pela PF).

Mesmo o sentimento sendo de impotência, ainda é possível tentar se proteger de alimentos estragados e cheios de substâncias perigosas. Pensando nisso, listamos uma série de dicas práticas com o intuito de ser possível escolher carnes frescas e saudáveis. Que tal conferir?

Veja dicas de como escolher a carne e de como conservá-la

 

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