O que é depressão vaginal? Descubra e saiba mais sobre o assunto

Apesar de pouco conhecida, a depressão vaginal é mais comum do que a endometriose e o câncer de mama. Entenda do que se trata!

Parte do corpo de uma mulher usando roupa íntima laranja. Depressão vaginal
Por Eduarda Souza - 10/10/2018

(Foto: Reprodução/Pexels)

A vulvodínia, também conhecida como depressão vaginal, é um estado de saúde grave que afeta cerca de 16% das mulheres, principalmente entre as idades de 20 e 30 anos. Trata-se da sensação de dor e ardência na região da abertura da vagina.

A falta de conhecimento sobre essa condição é atribuída ao fato de que, até as últimas décadas, a vagina deprimida era considerada um distúrbio psicológico ou receio em ter relações sexuais. Ainda hoje é difícil diagnosticar a doença, pois não há um teste específico para identificá-la. O método utilizado atualmente visa eliminar condições alternativas, como aftas ou eczema. Algumas vezes, descartar outras possibilidades é um processo longo, o que faz com que a mulher consulte vários médicos antes de obter o resultado correto.

 

Quais são as causas e os sintomas da depressão vaginal?

Relações sexuais sem a devida lubrificação ou traumas gerados após o nascimento de um filho e abusos são algumas causas relacionadas a vulvodínia. Os efeitos identificados da depressão vaginal são dores muito fortes e um estado de hipersensibilidade contínua no vestíbulo vulvar, um dos componentes da vulva.

As consequências dessa condição podem ser sentidas física, mental e emocionalmente pela mulher. Conheça os principais sintomas:

  • DOR

O incômodo constante na vulva é um dos sintomas presentes nos casos de depressão vaginal. A sensação pode ser provocada no ato sexual e perdurar por horas. A dor também pode ser generalizada e acompanhar a mulher ao longo do dia.

Algumas partes específicas da vulva podem apresentar inchaço e inflamação, e ainda existem quadros nos quais o desconforto se manifesta em diversas partes do corpo feminino além da vagina.

  • COCEIRA

Por ser um sintoma recorrente em infecções vaginais, a coceira pode remeter a outros diagnósticos errôneos. É importante avaliar a circunstância do indício e se ele é acompanhado de outros sintomas infeccionais, como corrimento vaginal.

  • SENSIBILIDADE

A vulva é naturalmente sensível, já que é composta por diversas terminações nervosas. No quadro de depressão vaginal, essa parte do órgão se torna hipersensível a qualquer toque, provocando dor na área de contato.

  • QUEIMAÇÃO

Outro termo utilizado para a vulvodínia é síndrome da vulva ardente, já que a condição é seguida de uma intensa sensação de ardor na área vaginal. O sintoma é recorrente e não está ligado à uma causa que desencadeia a ardência.

A vulvodínia pode ser tratada?

O tratamento ainda é experimental. O quadro é constantemente tratado com o auxílio de antidepressivos, devido a conexão particular entre a vagina e o cérebro. E é a partir desse fato que surge a ideia da depressão vaginal, visto que os fármacos aplicados em doses baixas podem aliviar a condição de dor no nervo, por ajustar os níveis de serotonina no cérebro da paciente.

É importante consultar-se com um ginecologista regularmente, especialmente se existe algum incômodo ou a suspeita de que algo está errado. Só um profissional pode avaliar seu caso e recomendar os tratamentos mais adequados!

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