Para você, o termo “tomara que caia” é sexista? Entenda a campanha!

A atriz Mariana Ximenes levantou a questão sobre a utilização do termo "tomara que caia" após participar de uma campanha de moda

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Foto: Pixabay

por Vítor Ferreira
Publicado em 06/03/2020 às 14:20
Atualizado às 14:32

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Você já parou para pensar sobre o nome da peça “tomara que caia” e seu real significado? Se não, deveria! A discussão veio à tona após a atriz Mariana Ximenes se tornar embaixadora de uma nova campanha, movimentando as redes sociais.

O debate teve início após a artista posar para a capa de uma revista de moda usando o modelo de blusa e pedindo para, a partir de agora, que a peça seja chamada de blusa sem alça, assim como em outros países. Em inglês, por exemplo, ela leva o nome de “strapless“.

“Por que não abolir este termo tomara que caia? Por que tem de cair? Qual é intenção machista? Então, a partir de agora, vamos pensar em blusa sem alça”, comentou Ximenes.

A afirmação dividiu opiniões no Instagram e Twitter. Enquanto uma parcela dos usuários acredita que o termo é, de fato, sexista e perpetua um machismo velado, a outra comenta que a problematização é infundada e extremista.

A peça, que tem origem no século 15, porém, nem sempre teve esse nome. A origem por trás da atual forma como é chamada é desconhecida, além de não possuir uma datação precisa de quando começou a ser utilizada.

Em entrevista à GlamourCarolina Achutti, mestra em Linguística Aplicada pela USP, alerta sobre a utilização do nome da blusa de forma consciente. “Dizer esse termo, em um outro momento, não era reconhecido como sexismo. Mas hoje, torcer para que um vestido, para que partes íntimas de uma mulher fiquem à mostra, é um ato sexista e agressivo. É de alguma forma um assédio. O que o termo “tomara que caia” faz? Ele torce para que uma mulher fique desnuda. Para que ela mostre o seio”, explica.

E você, o que acham sobre a discussão?

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