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Segundo o Dr. Fabio Picchi, embora elas não estejam no grupo de risco do Coronavírus, é importante preservar sua saúde para não se tornarem vetores
- Foto: Shutterstock

Bebês e crianças devem ter sintomas mais leves do Coronavírus, avalia pediatra

Segundo o Dr. Fabio Picchi, embora elas não estejam no grupo de risco do Coronavírus, é importante preservar sua saúde para não se tornarem vetores

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Uma vez iniciada a transmissão comunitária do Covid 19, não só o grupo de risco do Coronavírus, como toda a população, devem estar alerta e levar em consideração recomendações essenciais para um convívio social que preze pela saúde e bem-estar do próximo.

Segundo o médico pediatra Dr. Fabio Picchi, há grandes chances do Brasil enfrentar a pandemia de forma mais branda, caso leve como aprendizado as situações evidenciadas diariamente em outras nações já afetadas. “Diferentemente do que ocorreu nos países asiáticos, que de certa forma foram pegos de surpresa pela alta contagiosidade e velocidade de propagação do vírus, e da Itália, onde as medidas mais rigorosas foram tomadas tardiamente, estamos tendo um tempo maior para medidas precoces de contenção da propagação da pandemia“, relata em mensagem enviada para os pais de seus pacientes — crianças e adolescentes.

Todas as medidas tomadas desde o início da disseminação, e em especial a partir da segunda quinzena de março, têm como objetivo retardar a disseminação do vírus, evitando o colapso do atendimento hospitalar pelo afluxo de um grande número de doentes, principalmente aqueles que irão requerer internação, como os idosos e portadores de doenças crônicas, o grupo de risco do Coronavírus.

Vale ressaltar que, em outras pessoas, como crianças e jovens, os sintomas são apresentados de forma mais leve, podendo até não manifestar qualquer um. Mas isso não significa que elas não podem servir de foco de contágio para outras pessoas, como idosos acima de 60 anos e em especial acima de 80 anos. Abaixo dessa faixa etária são considerados de risco: fumantes, diabéticos, cardiopatas, portadores de doenças respiratórias crônicas e doenças com imunodepressão“, ressalta Fabio.

O que deve ser evitado

A partir dessa semana as escolas deverão suspender suas atividades, algo apropriado nessa nova fase da pandemia, assim como qualquer atividade que envolva pessoas em qualquer número em ambientes fechados. Portanto, festas infantis, encontros sociais, restaurantes e shopping com grande movimento devem ser evitados. Mas, em contrapartida, atividades ao ar livre por pessoas saudáveis podem ser mantidas.

Viagens aéreas devem ser adiadas (mesmo nacionais), em especial com crianças. Visitas aos idosos devem ser evitadas se houver nos familiares quaisquer sintomas respiratórios. Se não houver pessoas sintomáticas, as visitas podem ocorrer desde que obedecidas as regras de higiene e etiqueta: lavagem das mãos após uso de elevadores, corrimões e maçanetas, uso frequente de álcool gel, sem contato físico com beijos, abraços e apertos de mão e distância de pelo menos 1 metro entre as pessoas.

Medidas de precaução para o grupo de risco do coronavírus

Ainda não existe nenhum medicamento preventivo, vitaminas ou “aumentadores da imunidade” para o coronavírus, ressalta Dr. Fabio Picchi. As medidas de isolamento, de higiene, alimentação saudável e hidratação adequada são suficientes.

Na ocorrência de sintomas compatíveis com a doença, o portador deverá ficar em quarentena em casa até uma semana após o fim dos sintomas. As medidas de isolamento domiciliar deverão ser redobradas. O atendimento hospitalar deverá ser procurado caso haja sinais de piora clínica, basicamente febre muito elevada com queda do estado geral e desconforto respiratório“, avalia o profissional.

Vacinação contra a gripe comum

Dr. Fabio Picchi também comenta a importância da vacinação contra a gripe comum, prevista para ter início no fim de março.

“Vale ressaltar que a vacinação para a gripe não confere qualquer proteção ao Covid 19, mas será muito importante por dois motivos: a proteção para a síndrome gripal pelo vírus influenza A e B, sempre recomendada todos os anos, evitando uma complicação a mais do ponto de vista respiratório, e, também, a facilitação do diagnóstico de exclusão da gripe nos indivíduos vacinados, dirigindo ao diagnóstico clínico da infecção pelo coronavírus sem a necessidade de exames”, finaliza Fabio.

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