6 mulheres para seguir e entender o que está acontecendo no Afeganistão

No último domingo (15), o grupo fundamentalista Talebã voltou a assumir o controle do país após 20 anos

Pessoas refugiadas no norte do Afeganistão após tomada da capital Cabul pelo Talebã
Pessoas refugiadas no norte do Afeganistão após tomada da capital Cabul pelo Talebã - Shutterstock/ Trent Inness

por Giovana Meneguin
Publicado em 17/08/2021 às 15:15
Atualizado às 15:29

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No último domingo (15), o grupo fundamentalista islâmico Talebã assumiu a cidade de Cabul, capital do Afeganistão, duas semanas antes dos Estados Unidos terminarem de retirar suas tropas do país após um longo conflito de 20 anos. 

Embora a volta do Talebã já fosse esperada, a rapidez com que se deu a movimentação do grupo surpreendeu diversas nações e reacendeu as discussões acerca dos direitos das mulheres afegãs. Isso porque o país, cuja localização é estratégica no cenário político mundial, esteve sob um rígido regime baseado em uma interpretação radical da Sharia, a lei islâmica, quando foi controlado pelo grupo entre 1996 e 2000.

Entenda o conflito

Nascido no Paquistão, o Talebã ("estudantes", na língua pashtun) assumiu o controle do Afeganistão em meados dos anos 1990 após o fim da Guerra do Afeganistão (1979-1989), quando tropas da antiga União Soviética invadiram o país, gerando um forte clima de instabilidade e hostilidade que perdura na região até os dias de hoje. 

Durante seu regime, o grupo extremista não só instaurou de forma radical a lei islâmica no Afeganistão, afetando, sobretudo, mulheres e minorias, mas também se associou à Al-Qaeda de Bin Laden. 

Com isso, em 2001, logo após os atentados de 11 de setembro, o exército estadunidense, sob o governo de George W. Bush, invadiu o Afeganistão em busca do terrorista, destituindo o Talebã do poder. Contudo, apesar de Bin Laden ter sido encontrado e morto somente em 2010, no Paquistão, os Estados Unidos mantiveram suas tropas no Afeganistão durante 20 anos, em um conflito cujos gastos somam quase 1 trilhão de dólares, como foi revelado pelo atual presidente estadunidense, Joe Biden, em comunicado divulgado na noite de sábado (14).

Mais uma vez sob os holofotes do mundo, o país, também conhecido como "Cemitério dos Elefantes" ou "Cemitério dos Impérios", nunca deixou de enfrentar períodos turbulentos. Assim, para te ajudar a entender o que está acontecendo no Afeganistão, listamos 6 mulheres que estão falando sobre o assunto em suas redes sociais. Confira:

Adriana Carranca

Jornalista, Carranca é correspondente internacional. Especializada em conflitos e crises humanitárias, já cobriu diversos acontecimentos em países como Irã, Afeganistão, Paquistão, Haiti e Estados Unidos. 

Em seu perfil no Twitter, a jornalista tem comentado os últimos acontecimentos no país, dando uma verdadeira aula de geopolítica àqueles que a acompanham.

Desoriente-se

Criado no final de 2019 pela estudante de Relações Internacionais Aycha Sleiman, de 22 anos, o Desoriente-se nasceu com a proposta de trazer um outro olhar sobre o Oriente Médio, desmistificando muitos dos pré-conceitos que recaem sobre os mundos árabe e islâmico. Além de levantar pautas sobre sexualidade e direitos LGBTQIA+, o perfil também indica livros, artigos, filmes, séries e artistas estrangeiros! 

Em 2021, com o crescimento do projeto, a mestranda em Estudos Estratégicos, Karime Cheaito, de 24, que, assim como Aycha, também é descendente de libaneses muçulmanos, passou a integrar o Desoriente-se.

Hyatt Omar

Brasileira, de origem palestina e vivendo no Canadá. É assim que a estudante de psicologia, Hyatt Omar, se define em seu perfil no Instagram.

Através de conteúdos muito didáticos, a ativista de 23 anos costuma levantar diversas pautas sobre o mundo islâmico. E, apesar de focar nas questões que envolvem a Palestina, nos últimos dias ela tem abordado e traduzido conteúdos sobre os recentes acontecimentos no Afeganistão.

Karine Garcez

Karine Garcez, ou Hajjah Garcêz, é brasileira, islâmica, feminista e fotógrafa documental!

Em seu perfil, Garcez, que é também autora do livro de fotojornalismo Infância Refugiada - Retratos de um Conflito, aborda pautas relacionadas aos direitos das mulheres e, mais recentemente, ao Afeganistão. 

Amanda Noventa

Amanda Noventa é criadora de conteúdo digital e dona do blog Amanda Viaja. Com um leque de países em seu currículo, ela tem trazido para seus seguidores no Instagram diferentes pautas sobre os assuntos mais quentes da geopolítica mundial - inclusive, sua última publicação sobre como as mulheres podem ser prejudicadas pelos acontecimentos recentes no Afeganistão viralizou na internet!

Se der uma passada pelo @ de Amanda, não deixe de assistir aos Stories, recheados de reflexões e explicações sobre o cenário global!

Madina Wardak

Se você é daqueles que gosta de acompanhar fatos "direto da fonte", vale seguir o perfil (em inglês) da afegã Madina Wardak, cuja família fugiu do Afeganistão para os Estados Unidos durante a invasão soviética.

Através de publicações bastante informativas, Wardak fala com seus seguidores sobre estereótipos, preconceitos e os diferentes conflitos que assolaram o Afeganistão nos últimos anos.

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