Musicoterapia: a música como tratamento para doenças

A musicoterapia é utilizada para aliviar e auxiliar no tratamento de diversas doenças e transtornos. Conheça todos os detalhes dessa técnica

Musicoterapia: a música como tratamento para doenças
Por Victor Santos - 14/09/2016

FOTO: Shutterstock.com

Ao imaginarmos até que ponto os benefícios das canções podem chegar, é de conhecimento de poucos que os acordes e tons são capazes de contribuir no tratamento de diversos transtornos e, até mesmo, de levar alegria para as pessoas que estejam enfrentando uma situação conturbada. Acredite: isso já existe e se chama musicoterapia (possui, inclusive, graduação em ensino superior).

Musicoterapia: a música como tratamento para doenças

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Como funciona a musicoterapia

“A musicoterapia é aplicada em tratamentos da área da saúde, pois desenvolve na pessoa a alegria e a motivação. Àquelas pessoas que se encontram em uma situação de vazio, de solidão, causada por uma doença ou por um momento, a música as transporta para outra realidade”, comenta o musicoterapeuta David Maldonado.

O profissional também exemplifica outros momentos em que as canções podem ser utilizadas; por exemplo, se uma pessoa tem dificuldade para se locomover, a música, por meio de sua frequência, irá determinar um ritmo, facilitando em sua mobilidade. Outro caso é o de alguém tem dificuldades em manter a atenção por muito tempo; com o tratamento, dedicará sua atenção aos instrumentos e na execução, potencializando sua concentração.

Indicações e benefícios

A equação música + tratamento pode resultar em melhorias para pessoas que sofrem com alguma disfunção. O musicoterapeuta elenca alguns casos:
– Estresse: “A pessoa deve identificar a origem desse problema e tomar algumas atitudes, que variam: ficar em silêncio, ouvir uma música boa de seu gosto pessoal que induza o relaxamento, seja instrumental ou não. Outra opção para auxiliar no alívio é tocar um instrumento, como a bateria”.
– Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH): “Além dos métodos terapêuticos, o paciente pode aprender a tocar algum instrumento musical, pois isso irá contribuir no tratamento”.
– Acidente vascular cerebral (AVC): “A música pode colaborar com a reabilitação social, emocional, física e, principalmente, da linguagem, porque a pessoa voltará a se expressar naturalmente”.
– Autismo: “Por meio da música, vemos, aos poucos, que as pessoas com autismo vão adquirindo uma maior expressividade, se organizando melhor, se acalmando e ampliando a atenção, o que resulta no processo da aprendizagem de novas capacidades”.

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Texto: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Victor Santos
Consultorias: David Martins de Almeida Maldonado, musicoterapeuta da clínica Musiclin, em São Carlos (SP), e especialista em neuropediatria; Felipe Viegas Rodrigues, doutor em fisiologia geral pela Universidade de São Paulo e professor da Universidade do Oeste Paulista.