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Você é médium? Essa é uma dúvida que muitas pessoas têm e não sabem responder. Veja o que a Doutrina Espírita diz sobre a mediunidade e descubra.
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Você é médium? Veja o que a Doutrina Espírita diz sobre isso!

Você é médium? Essa é uma dúvida que muitas pessoas têm e não sabem responder. Veja o que a Doutrina Espírita diz sobre a mediunidade e descubra.

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Você é médium? Para o pedagogo e filósofo francês Allan Kardec, a definição para identificar indivíduos capazes de interagir e se comunicar com espíritos desencarnados é bem simples e direta: “Todo aquele que sente, em um grau qualquer, influência dos espíritos é, por esse fato, médium”. Entretanto, quando explorada em todos os seus aspectos, a conjectura que envolve a mediunidade traz à tona diversas dúvidas e incertezas que intrigaram até mesmo o pai do Espiritismo.

Homem concentrado com as mãos na cabeça.

Foto: Shutterstock

O que é ser médium?

Ser médium é poder atuar como intermediário entre o mundo espiritual e o físico. Mediunidade pode ainda ser entendida como um sentido extra que permite perceber a realidade espiritual, prever acontecimentos ou produzir, conscientemente ou inconscientemente, fenômenos parapsicológicos de efeitos físicos.

Segundo o Espiritismo, todos somos médiuns, pois recebemos inspiração de entidades espirituais. Porém, aqueles que têm esta percepção de modo mais acentuado são denominados “médiuns ostensivos”. Assim, as pessoas que têm impressões sensoriais que outras pessoas não percebem como sentir cheiros, ter percepção de falas ou vultos, podem ter esta faculdade que é a de ser “médium ostensivo”.

Em situações especiais as pessoas podem entrar em estados alterados de consciência temporários, o que, neste caso, não configura mediunidade ostensiva, bem como estes fenômenos observados em crianças até a puberdade também não são.

Pessoas que se sentem inseguras em identificar em si a mediunidade, devem afastar esta insegurança estudando e conhecendo melhor o fenômeno, cuja literatura mais indicada é uma das obras básicas do Espiritismo: O Livro dos Médiuns.

Todos nós somos médiuns?

Somos todos médiuns na condição de captar e comunicar em maior ou menor grau a presença dos espíritos. Segundo Allan Kardec, para a mediunidade se manifestar é necessário uma organização física apropriada para tal ocorrência, sendo que ela provém de uma disposição orgânica de sutis ligações entre os corpos físico e perispiritual.

Então, em todas as religiões, em todas as épocas de existência da humanidade, o contato entre homens encarnados e seus pares desencarnados sempre existiu. Há, porém, os médiuns com a faculdade irrestritamente aflorada, e se bem conduzida podem proporcionar ao medianeiro maravilhosos momentos de bem-estar, conhecimento e oportunidade de servir ao próximo.

Pois bem, então questiona-se a finalidade de alguém ser médium, se nem todos o são em grau bem desenvolvido, e por que tanto pavor e descontentamento a faculdade traz. Para responder esta questão, remetem-nos à própria Doutrina Espírita e seus ensinamentos, que nos diz da necessidade da evolução humana. Somos filhos de Deus e o contato entre os homens é necessário para a sua comunicação, interação e evolução.

A mediunidade nada mais é que a evolução da faculdade de comunicação entre os homens. Assim como aprendemos a falar, discernir entre o que os nossos olhos nos apresentam, assim é a mediunidade, faz parte da evolução; todos nós, em algum momento, seremos convidados a explorar este novo sentido.

Mas, controlar as manifestações é necessário: por meio do Curso de Orientação Espírita e Mediúnica ministrado na maior parte dos Centros, o médium compreende e aprende a usar seu dom de maneira equilibrada em benefício dos desencarnados.

Qual o papel do médium?

A mediunidade coloca a casa espírita na função de um “hospital” espiritual, abrindo suas portas a quem precise da orientação, do apoio e do tratamento da Espiritualidade. Nesse sentido, a participação do médium é de grande relevância e a responsabilidade é ainda maior.

É por isso que o Curso de Orientação Espírita e Mediúnica, praticado nas casas espíritas de todo o país, começa pelo estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, orientando, antes de tudo, a conduta moral do médium no caminho do Mestre Jesus, sendo sempre preparado para exercer a caridade e o apoio a quem procura socorro na casa.

O estudo e a compreensão sobre a mediunidade, a atuação dos espíritos e a influência deles no cotidiano dos encarnados é o passo seguinte, igualmente importante para que o médium conheça suas características e desenvolva pleno controle sobre ela.

Na prática diária da mediunidade, as recomendações dos espíritos sempre foram austeridade e serenidade. O espírita precisa estudar e trabalhar. Manter reta a cabeça e ciente de seus propósitos e compromissos assumidos antes de reencarnar, ratificados pela Doutrina.

Chico Xavier, em sua bondade, sempre dizia que o médium deve desde cedo estudar a Doutrina, entendê-la e buscar a reforma íntima em todos os momentos de sua vida, lembrando que o trabalho abençoado na mediunidade exige do médium muito mais do que inspiração, é preciso transpiração e muito amor ao próximo.

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Edição: Thomás Garcia/Colaborador | Design: Gabriel Andrade/Colaborador

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