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Conheça Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, autora de “Violetas na Janela”

Casada e mãe de três filhos, a médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho é uma autora espírita de sucesso. Confira a entrevista com a autora!

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FOTO: Divulgação

por Redação Alto Astral
Publicado em 04/11/2016 às 09:19
Atualizado às 14:36

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Casada e mãe de três filhos, a médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho divide seu tempo entre as atividades profissionais – ela e o marido são comerciantes – suas obrigações familiares e o trabalho voluntário no centro espírita. Entre os livros de grande sucesso que psicografou destaca-se ‘Violetas na janela’, um best-seller espírita com mais de 2,2 milhões de exemplares vendidos. Nesta entrevista, Vera Lúcia fala de sua mediunidade, dos livros que recebeu espiritualmente e da importância da literatura espírita. Confira:

Montagem com a capa do livro Violetas na Janela junto de um retrato de Vera Lúcia, autora

FOTO: Divulgação

Redação Alto Astral: “Violetas na Janela”, um best-seller, é uma obra sua assinada por Patrícia, um dos espíritos que entram em contato com você, não é? Por que você acha que esses espíritos a procuram, o que Patrícia quis passar nesse livro e por que ele faz tanto sucesso até hoje?

Vera Lúcia: Os espíritos procuram aqueles com os quais têm afinidade. Essa afinidade permite que as comunicações espirituais se realizem com maior facilidade. O respeito e a admiração que eu sinto, por exemplo, pelo Espírito Antônio Carlos é muito grande. Essa sintonia nos permitiu, por intermédio da psicografia, realizar um trabalho gratificante, divulgando o Espiritismo por intermédio de histórias verídicas que, por si mesmas, encerram grandes lições de vida. O livro “Violetas na Janela” é, realmente, considerado um best-seller espírita, porque já vendeu mais de 1,2 milhão de exemplares. Esse sucesso foi – e continua sendo -, para mim, uma grande surpresa. Todo o mérito dessa realização se deve a Patrícia, sua autora espiritual. Patrícia desencarnou ainda jovem, foi minha sobrinha, e Deus permitiu que nos aproximássemos – amparadas por Antônio Carlos – para essa realização. O sucesso de “Violetas na Janela” se deve ao alcance de sua mensagem, ao mesmo tempo de consolação, esclarecimento e”. esperança. Milhares de pessoas que perderam entes queridos ainda na flor da idade foram consolados por esse livro, que explica, em linguagem muito simples, o destino dessas criaturas na espiritualidade.

Redação Alto Astral: Em “O Jardim das Rosas” você trata do tema da paixão desvairada que pode levar pessoas a cometerem atos impensados. Você acha que é possível controlar essa força impetuosa que anula a razão? Que conselhos você dá para quem perdeu a cabeça por causa de uma grande paixão?

Vera Lúcia: Esse belíssimo romance do Espírito Antônio Carlos, que tive a felicidade de psicografar, nos ajuda a entender melhor as causas dessas paixões. Esse livro, é na verdade, uma verdadeira lição de vida, um alerta para entendermos o mal que podemos causar a nós mesmos quando nos entregamos a essas paixões sem refletirmos sobre suas conseqüências. Aqueles que estão sofrendo por essa razão devem primeiro buscar forças na oração para recuperar a serenidade. Todos nós estamos sujeitos a errar. O bom senso recomenda assumir nossos erros, repensar nossas atitudes e reparar o mal que eventualmente causamos. De qualquer forma, estamos sempre aprendendo. Jesus nos recomendou “orar e vigiar”. Por intermédio da oração, nos aproximamos de Deus. Vigiando a nós mesmos, evitamos reincidir nos mesmos erros.

Redação Alto Astral: No livro “Amai os inimigos”, você mostra a história de Noel, o empresário que resolve abandonar tudo e ir embora depois de ser traído pela mulher e perder o filho em um acidente. Ele acaba perdoando os inimigos e se tornando um homem novo. Você realmente acredita que esse tipo de perdão é possível? E como pessoas que passam por essa situação podem dar uma reviravolta em suas vidas?

Vera Lúcia: Os livros que psicografo são histórias verídicas que a espiritualidade permitiu que fossem transmitidas para ajudar as pessoas a entender melhor as Leis Divinas. Se nós somos cristãos, se acreditamos em Jesus, precisamos seguir seus ensinamentos. O Mestre nos ensinou a perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. O poder curador do perdão é muito grande. As pessoas que passam por grandes sofrimentos precisam voltar seu pensamento para o Pai Celestial e pedir forças para perdoar. De qualquer forma, ódio e ressentimento de nada irão ajudar essas pessoas a vencer seus problemas. Por perdoar, devemos entender esquecer o mal que nos causaram. Muitas vezes acreditamos que estamos sofrendo uma injustiça, que não há razão para o nosso sofrimento. Mas Deus é justo e misericordioso. Se não sofremos por males que praticamos nesta existência, a razão de nossas aflições encontra-se em outras encarnações. A reviravolta em nossas vidas só vai acontecer se aprendermos a perdoar. É perdoando que se é perdoado – essa é a reviravolta possível em nossa vida, e só depende de nós.

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Redação Alto Astral: “Novamente juntos” marca o romance de duas pessoas que se reencontram para viver sua história de amor. A novela “América” está tratando disso com os personagens “Tião” e “Sol”… Como explicar esse tipo de acontecimento? Pessoas que se reencontram em várias vidas até viver o amor piamente?

Vera Lúcia: Antônio Carlos, o autor desse lindo romance, “Novamente juntos”, nos ajuda a entender melhor a natureza do verdadeiro amor. Deus é misericordioso e por intermédio da reencarnação aproxima as almas que se amam, que se respeitam e que desejam construir juntas uma história de amor. Essas aproximações indicam as afinidades, as semelhanças que existem entre aqueles que se amam de verdade. Esse amor sobrevive à perda do corpo físico, ao qual todos nós estamos sujeitos. Não existem barreiras – nem no tempo, nem no espaço – que impeçam a realização do amor.

Redação Alto Astral: Em suas obras, de maneira geral, como “Aborrecente não! Sou adolescente”, “O difícil caminho das drogas”, etc… você toca muito o coração dos jovens. Por que esse público específico?

Vera Lúcia: Os livros que psicografei não são obras minhas. Na condição de médium, sou apenas a intermediária dos espíritos escritores. O direcionamento dos livros obedece, portanto, a um planejamento da espiritualidade, que também se preocupa em amparar e esclarecer os jovens sobre várias questões – relacionamento familiar, escolha da profissão, religiosidade, sexualidade, dependência química… Alertar a juventude para o perigo que as drogas representam para sua saúde física e espiritual é, sem duvida, uma das prioridades dos benfeitores espirituais.

Edição: Júlia Martins/Colaboradora | Entrevista: Eliane Calixto/Colaboradora | Design: Camila Campos/Colaboradora