Peça iluminação a São Tomé, o santo que precisou ver para crer

A incredulidade de São Tomé sobre a ressurreição de Jesus Cristo ficou marcada no imaginário popular. Saiba mais sobre a vida do apóstolo e santo

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São Tomé, retratado pelo pinto flamenco Pedro Pablo Rubens. Imagem: Museo Nacional del Prado / Divulgação

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/04/2017 às 09:18
Atualizado às 12:00

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No evangelho do dia 23/3 (domingo), a liturgia traz uma leitura do Evangelho segundo João. O texto fala sobre São Tomé, um dos 12 apóstolos originalmente escolhidos por Jesus Cristo. Na passagem, é revelada a incredulidade do santo da Igreja Católica sobre a ressurreição do senhor. Saiba mais sobre a vida de Tomé, conhecido também por ser protetor dos cegos, dos pedreiros e dos arquitetos, e peça iluminação para as suas dúvidas.

O que diz a Bíblia?

A Bíblia não faz revelações respeito do passado da família de Tomé, tampouco exatamente como foi convidado para seguir Jesus. O Evangelho segundo João informa que Tomé juntou-se a seis outros discípulos que voltaram ao trabalho de pescadores depois que Jesus foi crucificado.

Uma das passagens que mais se fala do também chamado Tomás é na última Ceia. O apóstolo perguntou a Jesus sobre qual seria caminho que leva ao Pai. Seu mestre respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Metáfora

Tomé é famoso pela sua incredulidade. É de domínio popular a expressão “ver para crer”, que decorre em um episódio após a ressurreição de Cristo. Por estar presente no momento da crucificação, Tomé não acredita que Jesus tenha de fato voltado à vida, após ser informado por seus colegas.

“Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei”, enfatiza Tomé no evangelho de João. Então, quando os discípulos estavam reunidos, Jesus apareceu entre eles, pedindo a Tomé para colocar seus dedos nas chagas de Cristo. O efeito foi instantâneo: o apóstolo passou a ser um de seus missionários mais fervorosos.

Essa passagem se trataria, na verdade, de uma metáfora: a mente lenta e incrédula dos judeus nos últimos dias, que acreditarão no Senhor apenas quando o verem.

Pintura A Incredulidade de São Tomé, pelo pintor italiano Caravaggio.

Pintura A Incredulidade de São Tomé, pelo pintor italiano Caravaggio. Imagem: Reprodução

Morte de Tomé: flechas ou lança?

Tomé teria realizado sua evangelização nos atuais territórios da Síria, Turquia e Irã e, possivelmente, chegado até a Índia. Contudo, seus trabalhos apostólicos e o fim de sua vida são envoltos em tradições e diversas lendas. Porém, há evidências de que tenha fundado a primeira igreja em território indiano no ano de 52.

Seu martírio seria ocasionado por uma lança. Outra versão é que, enquanto orava, foi morto a flechadas a mando do rei de Milapura na cidade indiana de Madras. O local hoje abriga o monte São Tomé e a catedral de mesmo nome. São Tomé é celebrado em 3 de julho pela Igreja Católica.

Oração ao apóstolo São Tomé

“Em nome do pai, do filho e do espírito santo. Glorioso apóstolo São Tomé, que, depois de haverdes duvidado da ressurreição de nosso senhor Jesus Cristo, obtivestes a graça de tocar com as vossas mãos as chagas sacratíssimas do corpo de nosso senhor Jesus Cristo, que então vos disse: ‘Bem-aventurados os que não viram e creram’, eu vos peço, humildemente, a graça de obterdes da misericórdia do senhor as luzes para meu espírito. Desejo e peço-vos, São Tomé, o auxílio de que necessito neste momento. Protegei-me e inspirai-me, São Tomé, apóstolo mártir. (Fazer uma pausa aqui e meditar sobre o assunto a respeito do qual existem dúvidas). Pelo sangue de nosso senhor Jesus Cristo. Assim seja.”
(Reze um Pai-Nosso, um Creio e uma Ave-Maria)

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 TEXTO e EDIÇÃO: Ricardo Piccinato

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