Papa Francisco lamenta o massacre de inocentes em sua visita ao Coliseu

Em sua via sacra, o Papa Francisco lamenta o massacre de milhares de cristãos, inocentes e animais dentro da arena Coliseu, em Roma, na época do Império

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(Foto: Reprodução/Copyright L'Osservatore Romano)

por Redação Alto Astral
Publicado em 01/05/2017 às 15:00
Atualizado às 11:59

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Em sua tradicional Via Crúcis na sexta-feira santa, o Papa Francisco lamenta o massacre de milhares de cristãos na arena Coliseu, em Roma, na era do Império Romano. Ainda, como corriqueiramente faz, o pontífice rezou pelo sangue derramado pelos inocentes por causa das guerras e injustiças do mundo atual.

O Coliseu é uma atração turística famosa e uma importante relíquia da Era Antiga. Em seu apogeu, os romanos ofereciam, aos cidadãos de Roma, espetáculos contendo massacres e mortes horripilantes de escravos de guerra, cristãos (que eram perseguidos por sua religião considerada contrária a da época), animais inocentes e maltratados, e qualquer outros que poderiam prover diversão ao povo para esquecer a crise econômica que o Império passava na época.

Na imagem, o Papa Francisco é apenas um ponto branco na imagem ao lado do enorme Coliseu em Roma, em uma cerimônia com velas e muitas pessoas.

(Foto: Reprodução/Copyright L’Osservatore Romano)

Com esse trágico histórico, o Papa Francisco lamenta o massacre  discursou trazendo-nos a realidade do que acontece diariamente no Oriente Médio por conta da guerra. “Vergonha pelo sangue inocente que diariamente é derramado por mulheres, crianças, imigrantes e pessoas perseguidas pela cor da pele ou pela pertença étnica e social e pela fé em Ti”, diz o pontífice.

O Papa Francisco usou sete vezes a palavra “vergonha” em sua fala e mostrou sua indignação: “Vergonha pelo nosso silêncio diante das injustiças: pelas nossas mãos preguiçosas para dar e ávidas para agarrar e conquistar; pela nossa voz vibrante para defender os nossos interesses e tímida para falar daqueles dos outros; pelos nossos pés velozes no caminho do mal e paralisados naquele do bem”.

Ao fim, Para Francisco pediu a Deus o perdão pelos pecados e culpas da humanidade; para que lembre de todos aqueles sufocados pela violência; e “Pedimos-te que rompas as correntes que nos mantêm prisioneiros no nosso egoísmo, na nossa cegueira voluntária e na vaidade dos nossos cálculos mundanos”, diz o clérigo.

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