Homilia do Papa Francisco no domingo de Pentecostes

Cinquenta dias após a Páscoa é celebrada o domingo de Pentecostes. Confira a homilia do Papa Francisco sobre o Espírito Santo na missa celebrada no Vaticano

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(Foto: Reprodução/Copyright L'Osservatore Romano)

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/06/2017 às 07:00
Atualizado às 11:50

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O domingo de Pentecostes é uma das principais datas no calendário cristão. Nesta data, o Papa Francisco celebrou sua missa e, em sua homilia, dissertou sobre a ação do Espírito Santo durante esse período pós-Páscoa. Confira a mensagem do pontífice!

Para começar, o papa lembra da passagem da Bíblia, quando o Espírito Santo desdeu dos céus em forma de fogo, dividiu-se e pousou sobre cada um. “Com estas palavras, é descrita a ação do Espírito: primeiro, pousa sobre cada um e, depois, põe a todos em comunicação. A cada um dá um dom e reúne a todos na unidade. Por outras palavras, o mesmo Espírito cria a diversidade e a unidade e, assim, molda um povo novo, diversificado e unido: a Igreja universal. Em primeiro lugar, com fantasia e imprevisibilidade, cria a diversidade; com efeito, em cada época, faz florescer carismas novos e variados. Depois, o mesmo Espírito realiza a unidade: liga, reúne, recompõe a harmonia”, diz o santo padre no domingo de Pentecostes.

Na imagem, o Papa Francisco está de costas segurando a cruz de ouro na missa de domingo de pentecostes.

(Foto: Reprodução/Copyright L’Osservatore Romano)

Para conseguir a unidade na diferença é preciso enfrentar duas tentações frequentes. A primeira é a diversidade sem a unidade, em que as pessoas excluem, segregam e formam partidos e grupos do que o Papa Francisco chama de “guardiões da verdade”, ou seja, as pessoas que acham que tem a razão, mas apenas dividem ainda mais os humanos. Por sua vez, o oposto disso é a unidade sem a diversidade, aqui, segundo o pontífice, não há liberdade, mas sim forma-se um grupo em que todos os membros fazem tudo juntos e tudo sempre igual.

Assim, o Papa Francisco pede: “Então a nossa oração ao Espírito Santo é pedir a graça de acolhermos a sua unidade, um olhar que, independentemente das preferências pessoais, abraça e ama a sua Igreja, a nossa Igreja; pedir a graça de nos preocuparmos com a unidade entre todos, de anular as murmurações que semeiam cizânia e as invejas que envenenam, porque ser homens e mulheres de Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão; é pedir também um coração que sinta a Igreja como nossa Mãe e nossa casa: a casa acolhedora e aberta, onde se partilha a alegria multiforme do Espírito Santo”.

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Texto: Camila Ramos

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