Tenha paz com a poderosa novena de Nossa Senhora da Guia

Comemorada em 10 de janeiro, Nossa Senhora da Guia recebe este nome por ter guiado Jesus em sua infância. Tenha fé e conte com a intercessão da santa.

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/01/2017 às 13:07
Atualizado às 12:48

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Responsável por guiar Jesus em sua infância, Nossa Senhora da Guia surgiu na Igreja Ortodoxa, mas graças à devoção de inúmeros fiéis, a santa acabou sendo incorporada também na Igreja Católica. No Brasil, a crença em Nossa Senhora chegou por meio dos portugueses. Na época, o capitão do navio trouxe a imagem da santa e, posteriormente, fez questão de construir uma igreja em sua honra. A pedido dos devotos, o Papa Pio VII definiu a data de celebração à Nossa Senhora da Guia no dia 10 de janeiro e até hoje inúmeros fiéis se reúnem nesse dia para celebrar a santa.

nossa senhora da guia

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Reflexão para o 1º dia: Queremos ver Jesus

“Por que nós queremos ver Jesus? Porque todo o mundo fala dele há tantos séculos, para conhecer sua vida, conhecer suas obras, vos amar cada vez mais, segui-lo mais de perto, descobri-lo no rosto de nossos irmãos sempre pelas mãos de Maria, Nossa Senhora da Guia!” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão para o 2º dia: Pelas mãos de Maria

“Ontem, refletimos sobre nosso desejo sincero de ver (e conhecer) Jesus. Aqueles estrangeiros do Evangelho, pediram aos apóstolos que os acompanhassem. Nós também não queremos ir sozinhas. Nossa melhor companheira é sua própria mãe, Nossa Senhora da Guia. Porque ela sabe o caminho, melhor do que ninguém. Além do mais, é sua mãe. As mães conhecem de cor o coração dos seus filhos. Ela é a estrela guia. ‘Olha para a estrela, invoca a Maria’, exclamava São Bernardo. Os carreiros não podem dispensar o guia (nem que seja um menino) para guiar os bois. Os alpinistas precisam de um guia para chegar ao topo da montanha. Precisamos de Maria para nos guiar no caminho do céu e da felicidade. Os filhos são o reflexo da mãe. Se queremos conhecer Jesus, olhemos para sua mãe.” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão para o 3º dia: No coração da Trindade

“Ainda existe o costume de, no início do terço, dirigir a Nossa Senhora estas invocações que resumem o tema de hoje: ‘Salve ó Virgem, filha de Deus Pai! Salve ó Virgem, mãe de Deus Filho! Salve ó Virgem, esposa do divino Espírito Santo!’. Quem olha para o grupo escultóreo do divino Pai Eterno, deve ter reparado que lá se vêem as três pessoas da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. Este gesto da divina Trindade reflete profundamente o quanto é amada por elas, o quanto reconhecem sua doação e generosidade. O Pai ‘caprichou’ ao criar esta jovem. O Filho a preferiu como mãe. O Espírito Santo fez dela o seu sacrário. Por isso se diz que Maria está dentro do coração da Trindade, como uma joia em seu relicário. Nem por isso ela deixa de olhar para nós, de interessar-se pelos nossos problemas e nos guiar até Jesus.” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão para o 4º dia: Mãe da Igreja

“Se queremos ver Jesus, olhemos para aquela que o gerou, amamentou, educou e acompanhou, embora discretamente, em suas caminhadas missionárias. Até a cruz. ‘Eis aí teu Filho…’. É chamada ‘mãe da Igreja’ pelo Concílio Vaticano II. Mãe da Igreja porque gerou o fundador da nossa Igreja. Mãe da Igreja porque recolheu os primeiros vagidos da Igreja nascente. Mãe da Igreja porque ensinou a jovem Igreja a caminhar nos passos de Jesus. Mãe da Igreja porque continua acompanhando a Igreja ao longo de sua longa história de lutas, desafios e vitórias. Auxílio dos cristãos, rogai por nós!” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão para o 5º dia: Estrela da manhã

“Esta é uma das invocações dirigidas a Nossa Senhora na sua ladainha. Os madrugadores já viram no céu, antes do sol nascer, uma estrela muito branca, brilhado no horizonte. Ela anuncia o dia que vai nascer. É a estrela da manhã. Ao nascer, Maria menina foi a estrela que veio anunciar a chegada de Cristo, o sol divino. Foi a aurora luminosa precedendo o dia da salvação. Foi a flor que se abriu para gerar o fruto bendito, Jesus Salvador. Se Jesus é o sol ardente, Maria é a lua de luz suave, alumiando nossas noites, acalentando nossos sonhos. Os navegadores da antiguidade guiavam-se nos mares pelas estrelas. Nos portos brilhava o farol para que o barco acertasse o rumo do porto, e não batesse contra os escolhos. Maria continua sendo essa estrela, e esse farol em nossa vida. São Bernardo pedia aos seus ouvintes temerosos: ‘Olhai para a estrela, invocai Maria’.” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão para o 6º dia: Refúgio dos pecadores

“Esta invocação da ladainha é uma das mais confortadoras e animadoras. Quando o filho apronta uma travessura ou leva um ‘pito’, corre para os braços da mãe. Ela é quem apara os golpes. Aparta as briguinhas domésticas. Enxuga as lágrimas. Chega mesmo a esconder o filho perseguido para não sofrer represálias. Na vida dos santos e de todos nós, aparecem muitos casos de pessoas afastadas de Deus que, através de Nossa Senhora reconciliaram-se com Deus. Quantas pessoas, embora mergulhadas no erro, mantiveram alguma devoção sincera para com Nossa Senhora (as três Ave-Marias diárias, por exemplo) e acabaram se convertendo. Por mais errados que nos sintamos, agarremos firmes a mão de Nossa Senhora. Ela vai puxar-nos para fora do atoleiro, da fossa, da depressão e do erro.” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão para o 7º dia: Consoladora dos aflitos

“Outra invocação da ladainha que nos conforta nos sofrimentos da vida. Estamos no século das depressões, das angústias e das tensões, das incertezas pelo dia de amanhã (guerras, fome, pobreza, violências…). Maria nos acolhe em todas as encruzilhadas da vida. Ela é o travesseiro para descansar nossa cabeça dorida. É o ombro amigo, é o colo materno, é o lenço que enxuga nossas lagrimas. É a lâmpada que nunca se apaga. É o bálsamo que suaviza nossas dores. É o ninho macio que nos aquece. É o para-raio da justiça divina. É a estrela que ilumina os nossos passos. É o refrigério no calor da luta contra o mal. É a defesa dos fracos, dos oprimidos e dos excluídos. Sob a vossa proteção nos refugiamos, santa mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita, Senhora nossa, medianeira nossa, advogada nossa.” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão do 8º dia: Espelho de justiça

“Será que Nossa Senhora foi uma mulher forte e corajosa como nossas heroínas Margarida Morais e outras que lutaram em defesa dos marginalizados, promovendo a justiça e a fraternidade? ‘Não!’; pode alguém responder. Segundo os Evangelhos, Maria foi uma simples dona de casa, sempre quieta e acomodada. Respondemos: ‘os filhos são o espelho dos pais, especialmente da mãe com quem partilham mais o viver cotidiano.’ Nesse caso temos que ver como Jesus agia, para sabermos como foi sua mãe. Foi misericordioso com os pecadores e os pobres, mas duro com os inimigos do povo. De tanto enfrentar os poderosos e defender os fracos, morreu pregado numa cruz. Com quem Jesus aprendeu a ter tanta ousadia e tanta coragem profética, a não ser com sua mãe? Ela já dissera no ‘Magnificat’ que Deus derruba os poderosos de seus tronos e exalta os humildes. Portanto, se Jesus foi um defensor tão forte da justiça, é porque se espelhou na sua mãe.” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Reflexão do 9º dia: Porta do céu

“Por que Nossa Senhora é chamada ‘porta do céu’ na Ladainha? Alguns motivos, entre outros: Deus Pai confia tanto em sua filha predileta que lhe entregou, por assim dizer, a porta do céu, isto é, todo o poder que uma criatura pode ter. Usando dessa confiança, mas não abusando, Maria exerce largamente sua misericórdia, fazendo entrar no céu muitos daqueles que nós condenamos aqui na Terra. Estando na porta e sendo a porta, quer ser a primeira a dar as boas vindas aos seus filhos, regenerados pelo sangue de Jesus. Estando na porta e sendo a mesma porta, esta nunca se fecha para dar a todos a última chance do arrependimento e do perdão. Sendo a porta do céu, tudo o que recebemos de Deus, passa por suas mãos. E todos os pedidos que fazemos, também passam pelas suas mãos. Por isso, é chamada Medianeira de Todas as Graças. Ofício Mariano termina assim: ‘Humildes oferecemos a vós Virgem estas orações porque em nossa guia vades vós adiante. E na agonia vós nos animeis, ó doce Maria. Amém!’.” (Rezar um terço e fazer a oração final)

Oração final para todos os dias

“Senhor Deus, concedei a vossas servas, nós vo-lo pedimos, possamos gozar da saúde da alma e do corpo e, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Nossa Senhora da Guia sejamos livres da tristeza presente e alcancemos as eternas alegrias. Por Cristo Nosso Senhor.”

Fonte: www.boletimpadrepelagio.org

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Edição: Beatriz Albuquerque | Design: Deicimar Machado