Por que os espíritas não acreditam em milagres?

O Espiritismo crê que nada pode estar acima das leis de Deus, que são todas leis da Natureza. Entenda por que os espíritas não acreditam em milagres.

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FOTO: Shutterstock/iStock

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/10/2016 às 09:41
Atualizado às 12:00

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É comum tentarmos explicar fatos misteriosos chamando-os de milagres. No entanto, para a Doutrina Espírita, não há nada de incomum nesses fatos. O Espiritismo crê que nada pode estar acima das leis de Deus, que são todas leis da Natureza. Entenda por que os espíritas não acreditam em milagres.

Pessoa com os braços abertos ao céu

FOTO: Shutterstock/iStock

A visão espírita sobre os milagres

A explicação consiste no fato de que a palavra “milagre” vem do latim “miraculum”, que significa “maravilhar-se”. O maravilhar-se seria próprio das diversas descobertas que os homens fazem, porém, o todo já foi pensado e criado antes.

O universo contém dados e possibilidades para as quais a humanidade ainda está nos primórdios dos entendimentos. Assim, no Espiritismo, o que diz-se ser milagre não passa de um detalhe a mais dentro das descobertas que fazemos ou vivemos em nossas vidas no correr dos séculos. Portanto, quando algo extraordinário acontece a alguém ou a algum grupo de pessoas, não podemos e nem devemos taxar como milagre.

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Jesus curou, acalmou águas revoltas, multiplicou pães, ressuscitou mortos, transformou água em vinho, mas nunca como uma ação milagrosa. Pois Ele, como conhecedor das leis que regem a Terra, apenas utilizou-se de recursos naturais que os homens ainda estão longe de entender para gerar tais ações. Algo que já conhecemos a partir das pesquisas científicas. Hoje sabemos que a ressuscitação de mortos nada mais é que tirar do estado de catalepsia alguém que está vivendo o processo. Naquela época, contudo, ninguém sabia.

No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Espírito da Verdade diz que o milagre é uma “designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário da criatura”. Conclui-se, portanto, que buscar milagres é o mesmo que colocar-se como desconhecedor da Justiça Divina, que dá a todos por igual e segundo seus méritos.

Fonte: www.febnet.org.br
Edição: Júlia Martins/Colaboradora | Design: Camila Campos/Colaboradora

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