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Papa Francisco agradece casal gay por batismo dos filhos adotivos. Confira!

O Papa Francisco enviou uma carta para casal gay de Curitiba agradecendo pelo batismo dos filhos adotivos. Confira mais sobre a declaração do pontífice!

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(Foto: Reprodução/Copyright L'Osservatore Romano)

por Redação Alto Astral
Publicado em 09/08/2017 às 08:23
Atualizado às 11:58

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O Papa Francisco respondeu a carta de um casal gay sobre o batismo dos filhos e agradeceu a eles pelo ato católico. Mais uma vez, o pontífice mostrou seu lado progressista que vai contra as ideias conservadoras do Vaticano. O brasileiro Toni Reis e seu marido inglês, David Harrad, estão juntos há 27 anos. Em 2012, adotaram seu primeiro filho, Allyson, de 16 anos. Em 2014, voltaram a adotar, e foi a vez dos irmãos Filipe e Jéssica, de 11 e 14 anos, respectivamente.

Em abril deste ano, o casal enviou uma carta ao Vaticano contando sobre o batismo dos filhos e, ao voltar de uma viagem na Europa, a família foi recebida com a resposta do papa, que foi publicada no Facebook de Reis. A mensagem dizia, em um trecho: “O Papa Francisco lhes deseja felicidades, invocando para a sua família a abundância de graças divinas, a fim de viverem constantes e fielmente a condição de cristãos, como bons filhos de Deus e da Igreja ao enviar-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica”. Além da resposta, o Vaticano enviou uma foto anexada com a assinatura do pontífice.

Na imagem, o Papa Francisco está falando ao microfone no avião de imprensa. Batismo dos filhos.

(Foto: Reprodução/Copyright L’Osservatore Romano)

Esse é mais um passo importante para a comunidade LGBT, em que o líder da Igreja Católica reconhece a família formada por um casal gay e agradece pelo batismo dos filhos. Em 2016, o Papa Francisco falou sobre o assunto e sua posição na discussão.

Em resposta a um jornalista no voo de volta a Roma ele disse: “[os gays] não devem ser discriminados, mas devem ser respeitados, acompanhados pastoralmente. Se uma pessoa tem esta condição, tem boa vontade e procura Deus, quem somos nós para a julgar?”. E continua: “Creio que a Igreja não só deve pedir desculpa a esta pessoa que é gay, que ofendeu, mas deve pedir desculpa também aos pobres, às mulheres e às crianças exploradas no trabalho; deve pedir desculpa por ter abençoado tantas armas… A Igreja deve pedir desculpa por não se ter comportado como devia muitas e muitas vezes. E, quando digo ‘Igreja’, entendo os cristãos”.

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Texto: Camila Ramos