Morte sem mistérios: o que acontece na passagem para o mundo espiritual

O que o espiritismo diz sobre a morte? Entenda o que acontece no período de passagem para o plano espiritual com essas 6 perguntas e respostas.

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por Redação Alto Astral
Publicado em 13/01/2017 às 13:24
Atualizado às 11:52

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O que o espiritismo diz sobre a morte? Entenda o que acontece no período de passagem para o plano espiritual com essas 6 perguntas e respostas. Veja a seguir!

mão luz espiritismo

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O que o espiritismo diz sobre a morte?

Como a circunstância da morte influencia no desencarne? Por exemplo: uma morte violenta causa dor e dificuldades no pós-morte?

Devemos lembrar que cada ser humano é único, portanto, são as suas ações, seus pensamentos que definirão como ele será recebido do outro lado, independentemente da forma como desencarnou. Por exemplo, mesmo que a pessoa teve uma morte violenta, pode ser levada imediatamente a um posto espiritual de socorro. Se ela foi uma boa pessoa, se agiu sempre no bem, ou até mesmo após uma doença grave em que ficou muitos anos acamada, também será recebida pelos bons amigos espirituais. Porém, se alguém desencarna de forma aparentemente tranquila, por exemplo dormindo, mas foi uma pessoa rancorosa, egoísta, esta irá para onde se sintoniza e não será amparada naquele momento pelos bons amigos espirituais. Como disse, é por meio dos nossos pensamentos e atitudes que iremos para um local com o qual nos afinaremos. Portanto, sobre o que o espiritismo diz sobre a morte e desencarne, podemos resumir assim: pela Lei da Atração vamos para os locais de nosso merecimento

Há um prazo médio para que um espírito reencarne? Como se dá o tempo de reencarnação?

O que o espiritismo diz sobre a morte, nesse aspecto, é que também não há nada que afirme o prazo que cada um terá para voltar ao plano material. Vários fatores são levados em conta: a preparação da pessoa para voltar, ou seja, se de fato está apta para reencarnar; o planejamento que ela queira fazer para sua volta, como, por exemplo, nascer em uma determinada família – para isso talvez seja necessário aguardar que seus futuros pais já tenham encarnado e possam recebê-lo como filho. Portanto, não há nada determinado; tudo é feito para que cada um perceba a necessidade de reparar algo que ainda ficou faltando para sua evolução espiritual.

Existe um tempo mínimo para que um espírito consiga entrar em contato com o plano material por meio de psicografia ou outro método mediúnico?

Não há determinismos. Tudo dependerá de como a pessoa estiver após o desencarne e da necessidade de uma comunicação. Muitas vezes podemos receber informações sobre nossos entes queridos por meio de espíritos que sabem como eles estão e nos trazem notícias para nos tranquilizar.

Como a Espiritismo explica a cremação?

O medo de ser enterrado vivo induz muita gente a cogitar a própria cremação. Queima-se o cadáver evitando o problema. Mas há uma dúvida que inspira a pergunta mais frequente nas palestras sobre a morte: “se no ato crematório eu ainda estiver preso ao corpo, o que acontecerá?”. Objetivamente, poderíamos responder à pergunta informando que se o espírito estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o cadáver não transmite sensações ao espírito, mas obviamente experimentará impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente de um desligamento violento e extemporâneo. Oportuno destacar algumas considerações de Emmanuel, no livro O Consolador, psicografia de Francisco Cândido Xavier: “Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o espírito desencarnado e o corpo, onde se extinguiu o “tônus vital”, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material”. O próprio Chico, em entrevista na extinta televisão Tupi, em 1971, transmite nova informação de Emmanuel: deve-se esperar pelo menos setenta e duas horas para a cremação, tempo suficiente, ao que parece, para o desligamento, ressalvadas as exceções envolvendo suicidas ou pessoas muito presas aos vícios e aos interesses humanos. Nos fornos crematórios de São Paulo, espera-se o prazo legal de vinte e quatro horas. Não obstante, o regulamento permite que o cadáver permaneça em câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar. Espíritas costumam pedir três dias. Há quem peça sete dias. Importante reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da autorrenovação e da prática do bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte, libertemo-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso corpo.

Quem decide para onde vamos após a morte?

Não se trata de decisão, e sim da Lei de Atração, de sintonia. De acordo com o nosso padrão vibratório, somos atraídos para determinados locais. Então, devemos aproveitar esta encarnação para melhorar nossas atitudes por meio de bons pensamentos, sentimentos e conhecimentos. Ao sairmos deste plano, precisamos estar melhores do que quando aqui chegamos para receber o auxílio dos bons amigos espirituais.

Quantas vezes uma pessoa pode reencarnar?

Não há um número determinado de encarnações, pois cada um tem o seu tempo de aprendizado. Não é o número que conta, e sim o quanto somos dedicados ao nosso aperfeiçoamento espiritual. Devemos lembrar que somos imortais e o ato de aprender é para sempre.

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Edição: Thomás Garcia/Colaborador | Design: Aline Barudi

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