Saiba como é o céu, purgatório e inferno para o espiritismo

A definição de céu, purgatório e inferno pode mudar entre as religiões. Entenda as definições segundo a doutrina espírita

None
Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/04/2017 às 10:11
Atualizado às 12:38

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Em que sentido devemos entender a palavra céu?

Deve considerar-se como céu o espaço universal, os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores onde as almas elevadas desfrutam a felicidade sem sentirem as tribulações da vida material ou as angústias inerentes à inferioridade.

A Terra é um dos mundos de expiação e os espíritos ou almas que a habitam precisam lutar contra a perversidade de si mesmos e contra a inclemência da natureza, trabalho esse muito penoso, que serve ao mesmo tempo para desenvolver as qualidades do coração e as faculdades da inteligência. Por esse modo, Deus faz que o castigo reverta em benefício do progresso do próprio espírito.

Nesse mesmo aspecto, o que seria o purgatório?

É a expiação. A Terra é, para muitos, um verdadeiro purgatório, onde Deus os faz expiar as suas faltas.

A imagem mostra um céu com vários tons de azul, nuvens e a luz do sol

Foto: Shutterstock.com

E o inferno, existe?

inferno, como as religiões o apresentam, seria a negação de um Deus que é amor, que é Pai, que é misericórdia. Você mesmo seria capaz de gerar um filho destinando-o previamente a um sofrimento eterno desde o momento em que concebesse esse novo ser? Deus, que tudo sabe até mesmo antes que tudo aconteça, seria capaz de criar um filho sabendo que o seu destino seria um inferno sem fim? Que mãe seria feliz em um paraíso cheio de anjos tocando harpa se visse um filho sofrendo eternamente em um inferno? Como entender um Deus que pudesse ser feliz vendo uma legião de filhos seus queimando sem fim em um lugar dessa natureza?

Nesse sentido, para o espiritismo, o conceito de inferno de outras vertentes é incompatível com o Deus que nos criou como filhos amados e para sermos felizes para todo sempre. Comenta Allan Kardec, na Revista Espírita de 1862, edição de novembro, o seguinte: “não se pode admitir a onipotência de Deus sem a presciência. Sendo assim, pergunta-se por que Deus, ao criar uma alma, sabendo que ela devia falir sem poder erguer-se ao céu, a tirou do nada para destiná-la a tormentos eternos? Quis, então, criar almas infelizes? Tal proposição é inconciliável com a ideia da bondade infinita, que é um de seus atributos essenciais.

De duas uma: Ele sabia ou não sabia; se não sabia, não é onisciente; se sabia, não é justo nem bom. Ora, tirar uma parcela do infinito dos atributos de Deus é negar a divindade”. Podemos raciocinar com essas colocações de Kardec que o inferno é absolutamente incompatível com um Deus que é todo amor e misericórdia, com um Deus que é Pai como nos ensinou Jesus.

LEIA TAMBÉM

Texto: Redação Alto Astral – Edição: Giovane Rocha