Mulheres solitárias possuem uma chance grande de terem câncer pela segunda vez

Segundo dados de um estudo recente mulheres que já tiveram câncer e vivem solitárias podem desenvolver a doença novamente. Entenda mais sobre!

mulher doente na praia
Foto Shutterstock.com

A solidão aumenta o risco de morte por reincidência de câncer de mama. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Cancer, mulheres solitárias que sobreviveram a um tumor de mama são 60% mais propensas a morrer por causa da volta da doença do que aquelas que são mais ativas socialmente.

 

mulher doente na praia

Foto: Shutterstock.com

 

Os pesquisadores da Divisão de Pesquisa Kaiser Permanente na Califórnia, nos Estados Unidos, acompanharam  9.267 mulheres com câncer de mama durante cerca de 10 anos após o diagnóstico da doença. Nesse período houve 1.448 recorrências do tumor e 1.521 mortes, da quais 990 foram causadas pela doença.

 

mulher no combate ao câncer

Foto Shutterstock.com

 

Os resultados mostraram que houve uma probabilidade total de 16% de retorno da doença e um risco de 11% de morte por câncer de mama, mas aqueles com vida social estagnada corriam um risco visivelmente maior. Além do aumento no risco de morte, mulheres socialmente isoladas tinham uma probabilidade 40% maior da condição retornar. Por outro lado, ter um cônjuge, engajamento com parentes e amigos e participação na comunidade ou atividade religiosa desempenharam um papel importante na previsão da sobrevivência a longo prazo de uma pessoa. Pesquisas anteriores já haviam identificado uma ligação entre baixos níveis de interação social e um maior risco de mortalidade geral.

 

Leia também: 

 

Para Candyce Kroenke, líder do estudo, os resultados “confirmam a influência geralmente benéfica dos laços sociais na recorrência e mortalidade do câncer de mama; no entanto, eles também apontam para complexidade, já que nem todos os laços sociais são benéficos e não em todas as mulheres”. Segundo ela, a partir de agora, antes de fazer um prognóstico sobre a doença, o ideal é os médicos considerarem a vida social da paciente.