Viver momentos fascinantes deixa o cérebro mais afiado, aponta estudo

Você já teve uma experiência que, só de lembrar, fica sem palavras para descrever? Saiba como esses momentos fascinantes da vida beneficiam seu cérebro

A foto mostra uma mulher observando uma floresta de uma montanha. Momentos fascinantes como esse deixam o cérebro mais afiado
Foto: Shutterstock.com

Pare tudo por alguns segundos e pense: quando foi a última vez que ficou deslumbrada com algo? Seja uma paisagem que viu durante uma viagem ou uma música que fez os pelos do braço arrepiarem, vivenciar momentos fascinantes pode ser um bom hábito para o cérebro. Foi o que sugeriu um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, publicado na revista Slate Magazine.

A professora de psicologia Michelle Lani Shiota explica que, em um dos experimentos realizados, sua equipe pediu a universitários – metade sob o efeito de lembranças fascinantes e outros com apenas memórias positivas – para ler um artigo do jornal da faculdade. O texto falava sobre a proposta da obrigatoriedade de um exame para que os alunos concluíssem a graduação – o projeto é visto como negativo por grande parte dos jovens. Para metade dos participantes, foi apresentado um artigo com argumentos fortes sobre a proposta, enquanto para a outra parcela um texto com premissas fracas.

Como resultado, os pesquisadores perceberam que aqueles com somente boas lembranças na mente foram persuadidos mais facilmente. Já os estudantes que recordaram momentos fascinantes se mostraram bem mais críticos em relação à argumentação do artigo, sendo convencidos apenas pelos pontos mais fortes.

Segundo a psicóloga Renata Bento, quando se vive esse tipo de situação, é como se áreas do cérebro não acessadas antes fossem percorridas. “Como se, por meio do que é visto externamente, encontrasse algo do próprio sujeito que anteriormente estava ‘escondido’ dele mesmo. Por isso, pode se dizer que o cérebro e a mente ficaram mais ‘afiados'”, elucida a especialista.

Então, conforme o grau de excitação aumenta, neurotransmissores que geram sensação de bem-estar, ânimo e disposição, como a adrenalina, são liberados. Desse modo, como explica a analista comportamental Vanderleia Boing Nienkotter, “elevar o número de ativações de conexões cerebrais fará com que o cérebro fique mais ligado e afiado, com maior percepção para as coisas ao seu redor”.

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Texto e entrevistas: Giovane Rocha – Consultorias: Renata Bento, psicóloga especialista em criança, adulto, adolescente e família e psicanalista; Vanderleia Boing Nienkotter, farmacêutica, coach e analista comportamental.