Além da saúde mental, a meditação garante um corpo mais saudável

A prática da meditação é, geralmente, associada ao desenvolvimento da mente, mas a prática também pode melhorar a saúde do corpo

mulher sorrindo praia meditacao
FOTO: PureStockX/DIOMEDIA

Além de proporcionar diversos benefícios para a mente, a meditação é uma prática que age diretamente no organismo. “O próprio ato de sentar, respirar e se distanciar dos pensamentos investe na condição de um olhar para si mesmo e para as sensações, as emoções, os pensamentos e os sentimentos, proporcionando também mudanças físicas”, reforça a psicanalista Fabiana Benetti.

A meditação praticada regularmente provoca algumas mudanças em estruturas cerebrais importantes, como o córtex (área usada para atividades como o pensamento abstrato e a introspecção) e o hipocampo, fundamental para a memória. “Essa região pode aumentar de volume e densidade com a prática”, explica a psicanalista.

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FOTO: PureStockX/DIOMEDIA

Além disso, o exercício interfere diretamente no eixo do sistema neurológico responsável pela nossa resposta a situações de estresse, ajudando-o a regular a liberação de substâncias que, em excesso, podem ser tóxicas ao organismo. Assim, a prática pode ajudar no combate à dor e às tensões causadas no dia a dia. “Meditar ajuda também na modulação cerebral, aumentando os níveis de endorfina e causando sensação de bem-estar e prazer”, complementa o psiquiatra Ricardo Frota.

Mas não é somente o sistema nervoso que se beneficia da atividade: o coração também agradece. “O exercício regular da meditação leva a mudança da fisiologia do organismo, ocorrendo assim uma renovação celular que traz benefícios como a redução da pressão arterial, o controle respiratório e a redução dos sintomas ansiosos, principalmente se associado à atividade física”, explica o psiquiatra.

Meditação ativa

Para aqueles que, apesar de estarem cientes dos benefícios e terem tentado todas as dicas, não conseguiram meditar, existe uma alternativa: associar a atividade à caminhada. “É uma meditação ativa. Devemos perceber os passos, o movimento das pernas, a respiração, os pés tocando o chão e se alternando nas passadas. Todos estes são chamados de âncoras e facilitam a atenção e a concentração. A junção das duas atividades favorece os que não conseguem ficar parados, aprimora o condicionamento físico e melhora a capacidade respiratória”, explica o psicólogo Roberto Debski.

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Texto e entrevistas: Érika Alfaro/Colaboradora e Thiago Koguchi – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Fabiana Benetti, psicanalista e especialista em psicossomática; Ricardo Frota, médico psiquiatra e especialista em comportamento humano; Roberto Debski, psicólogo e médico especialista em medicina integrativa