Limpe seu nome: descubra como saldar suas dívidas de maneira fácil

Descubra diferentes maneiras de negociar sua dívida antiga, organizar as contas e pagar o que deve sem que isso pese no orçamento mensal

homem e mulher olhando preocupados para papéis de dívidas em cima da mesa
Por Vinicius Galico - 21/09/2018

Achar uma solução envolve planejar as contas em família (FOTO: Shutterstock Images)

Nome sujo é como a população nomeia quando alguém está com o CPF/nome negativado em algum órgão de proteção de crédito“, explica o advogado Renato Falchet Guaracho, que reforça que, na prática, isso impede que você tenha crédito em instituições financeiras e também no mercado em geral. Se você se encontra nessa situação, calma! Pode parecer difícil pagar as dívidas e se livrar do problema, mas com planejamento correto, tudo é possível. Veja as dicas!

Formas de negativação

“Existem três formas de existir uma negativação: 1) Com alguma empresa realizando um apontamento junto ao SPC, SERASA, ou outros órgãos de proteção ao crédito. 2) Com algum título (cheque, nota promissória, duplicata, confissão de dívida, dentre outros) protestado no cartório de protestos e títulos da sua comarca. 3) Cadastro no CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos), que ocorre quando você tem um cheque devolvido por falta de pagamento, conta encerrada ou prática de algum ato considerado ilegal.

  1. Consulte: “Os sites da maioria das empresas de proteção ao crédito já possibilitam que a pessoa realize um cadastro e faça consultas gratuitas em seu CPF. Também é possível verificar eventual negativação se dirigindo até os pontos de atendimento destas empresas. Quando sua restrição for no CCF, é possível realizar a pesquisa direto na sua agência bancária. Já para os casos que estão protestados em cartório, basta que você se dirija ao cartório de protestos de títulos da sua comarca e obtenha a informação. É importante lembrar que essa pesquisa é gratuita, mas só pode ser realizada pela própria pessoa“, explica o advogado.
  2. Planeje-se: “Inicialmente, faça o levantamento do seu salário e verifique quanto sobrará mensalmente, após o pagamento de todas as despesas. Depois disso, busque informações do seu credor, verifique a possibilidade de parcelamento da dívida e eventuais descontos. As empresas, na maioria das vezes, estão dispostas a fazer boas propostas para receber de seus credores”.
  3. Procure o órgão de proteção ao crédito e verifique quando ocorrerá o que eles chamam de “Feirão da Renegociação” ou “Feirão Limpa Nome”. Descubra se a empresa que você é devedor irá participar, pois, na maioria das vezes, esses feirões garantem bons parcelamentos e descontos.
  4. Negociar a dívida direto com o credor pode ser, algumas vezes, muito mais fácil. Existem bancos e outras empresas que contratam parceiros terceirizados para realizar a cobrança da sua dívida, e esse parceiro negocia tentando atender aos seus interesses, ou seja, incluem honorários na cobrança e não tem muita flexibilidade. Quando isso ocorrer, procure diretamente
    seu credor, ele não pode deixar de atender você e, quase sempre, tem propostas de negociação melhor.
  5. Se sua dívida for muito antiga, geralmente, você consegue negociações melhores. Existe aquele conhecimento popular de que “a dívida caduca em cinco anos”, e é verdade. Por esta razão, quando sua dívida é muito antiga, em que possa haver mais juros e multa, as empresas também tem medo de não receber e, desta forma, aceitam negociar por valores menores.
  6. Se puder, pague à vista. Quando as empresas parcelam a dívida, incluem juros e correções, em razão da demora no recebimento. Em alguns casos, os descontos podem chegar a 70% do valor total.
  7. Quando possível, negocie pessoalmente. Quase todos os bancos já permitem que você negocie diretamente com um gerente na agência. Geralmente, negociações pela internet estão limitadas pelo sistema e não possuem boas condições. Quando você vai direto ao banco, solicita revisão da dívida e dos juros então, há grandes chances de você sair com uma boa negociação.

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Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Renato Falchet Guaracho, advogado.