Use a sua intuição na hora de tomar decisões

Entenda por que ouvir a voz interior que vem da sua intuição pode ser muito importante no momento de tomar decisões melhores na sua vida

O poder da intuição na hora de tomar decisões melhores
Por Victor Santos - 26/07/2016

FOTO: Shutterstock.com

Naquele momento em que está muito difícil decidir por uma alternativa ou outra, que tal dar ouvidos à nossa voz interior? Há situações em que seguir a sua intuição no momento de tomar decisões pode até parecer uma escolha obscura, mas não é menos acertada. “O termo in­tuição remete a um tipo de comportamento que indica algo parcialmente desconhecido, como correr o ‘risco’”, define o psicólogo Carlos Esteves.

Mesmo sem termos um alto grau de certeza sobre os desdobramentos das nossas decisões, acre­ditamos em uma possibilidade de ocorrer algo favorável. “Nestes casos, a intuição é produto de algumas indicações no ambiente, que não são suficientemente claras para o indivíduo, mas que guardam alguma relação com suas experiências passadas”, indica o psicólogo.

O poder da intuição na hora de tomar decisões melhores

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O especialista em marketing e pós graduado em neuropsicologia, Aristides Brito, lembra da influência de nossas emoções quando temos uma intuição. “Ir pela intuição é ‘seguir os sinais’, mas muitas vezes eles vêm das experiências que temos sobre determinadas situ­ações. E é importante lembrar que a intuição passa pelo sistema límbico e, portanto, é relacionada às emoções sobre determinada situação”.

Além da intuição, conheça e confie em si mesmo

Dois termos que normalmente estão associados a uma tomada de decisão são autoconfiança e autoconhecimento. Para Carlos Esteves, mais do que a quantidade de opções disponíveis para uma decisão, estes comportamentos podem ser determinantes para uma boa escolha.

“No caso da autoconfiança, podemos usar como exemplo as pessoas que, ao tomarem uma ação, produzem um desdobramento adequado, correspondente com sua expectativa. Um alpinista seleciona o local de escalada e passa a subir a montanha até atingir o topo. Quem não pratica essa atividade julgaria arriscado, ao ponto de não aceitar um convite para uma escalada. Já o alpinista subiria a montanha por conta de toda uma história de preparação e pela própria experiência na atividade”, conta.

Para ilustrar o exemplo de autoconhecimento, também usamos o caso de quem não pratica montanhismo e recusa o convite de subir uma montanha. “Essa pessoa toma uma decisão por conta do seu autoconhecimento, considerando sua capacidade (experiências prévias) e os riscos relacionados à sua ação (escalar)”, explica o psicólogo.
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Consultorias: Aristides Brito, especialista em marketing e pós graduado em neuropsicologia. Diretor da Impacto Mais Comunicação Inteligente e filiado à Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Carlos Esteves, psicólogo e especialista em análise do comportamento.

Texto e entrevistas: Ricardo Piccinato – Edição: Victor Santos