Internet: como ela afeta nossa concentração?

As redes sociais tomaram conta do nosso dia a dia. Só é preciso ficar atento para não prejudicar sua capacidade de concentração pelo "excesso de Internet"

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FOTO: Bloomua / Shutterstock.com

Sites como Google, Facebook e IMDB. É só digitar e os dados aparecem na tela. Essa tecnologia mudou a rotina das pessoas e é difícil imaginar o dia a dia sem a Internet. Contudo, tais mudanças não trouxeram apenas benefícios. O excesso de informações recebidas a todo o momento e as ferramentas disponíveis online podem afetar não só a memória, mas também a própria concentração.

Assim como acontece com os aparelhos eletrônicos, as mídias sociais e os mecanismos de pesquisa na Internet, como o Google, devem ser usados com cautela, pois armazenam uma grande quantidade de informações, as quais, em grande parte das vezes, são organizadas como hipertextos – textos que permitem o acesso a outras fontes sobre assuntos relativos ao tema.

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FOTO: Bloomua / Shutterstock.com

Esse modelo facilita a distração por permitir o acesso rápido a diversas informações, as quais, por vezes, não são transformadas efetivamente em conhecimento e, portanto, não são armazenados na memória de médio ou longo prazo. “Dessa forma, é importante que o uso desses meios seja realizado de maneira consciente e que se estabeleça um foco de ação a fim de que sejam selecionadas apenas as informações essenciais para o processo de conhecimento”, completa Christyano Malta, head master coach da Casa Coaching (empresa voltada para a pesquisa e desenvolvimento de Coaching).

Ainda de acordo com o profissional, é necessário ficar atento à necessidade de estar integralmente presente nas ações realizadas, ou seja, de organizar-se para não se envolver em diversas atividades ao mesmo tempo. “Checar as redes sociais e interagir nelas é saudável até o momento em que você detém controle sobre a sua necessidade de estar online ali, sem estar offline nas outras áreas ou atividades da sua vida”, diz o especialista.

Para se ter uma ideia, segundo pesquisas recentes, um ser humano normal checa cerca de 170 vezes por dia as redes sociais e profissionais, enquanto um ser humano com compulsão pelas mesmas redes o faz cerca de 700 vezes. “É bem mais que um passatempo, é um hábito criado baseado na necessidade humana de ser aceito e em um valor de suma importância: pertencimento”, finaliza Christyano.

 

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Texto e entrevista: Larissa Tomazini – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Christyano Malta, head master coach da Casa Coaching