Gengibre na dieta: adicione a raiz ao cardápio e turbine a perda de peso

A raiz tem propriedades termogênicas, que aceleram o metabolismo, e é muito saborosa!

Gengibre na dieta: foto de gengibre na forma inteira, em pedaços e em pó
Foto: GettyImages

Consumido em chás, sucos, saladas ou até como tempero nas refeições, o gengibre na dieta pode ser um poderoso cúmplice do emagrecimento. Além de muito saboroso, suas propriedades termogênicas e anti-inflamatórias auxiliam na aceleração do metabolismo e na prevenção e combate da obesidade.

Aliada da balança

A raiz estimula a produção de enzimas digestivas, contribuindo com o processo de digestão, e, assim, facilitando a absorção de nutrientes e a eliminação do que não é bom para o organismo. De acordo com Tamara Mazaracki, médica nutróloga e ortomolecular, “um sistema digestivo eficiente processa a comida ingerida com mais competência, e isso pode acelerar o metabolismo, contribuindo para a perda de peso”.

Gengibre na dieta

Um estudo realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu que a especiaria aumenta a sensação de saciedade, diminuindo a fome e, consequentemente, auxiliando o emagrecimento. “Os resultados mostraram que o gengibre teve um efeito significativo sobre a sensação de saciedade. Suprimindo o apetite, fica mais fácil evitar a ingestão de muitas calorias, o que contribui para a perda de peso”, conta Tamara.

Saúde em primeiro lugar

Apesar da importância de cuidar da aparência, é essencial também se atentar à saúde. Para isso, o gengibre também pode ser um grande aliado. Além de reduzir níveis de colesterol ruim (LDL), ele tem ação anti-inflamatória, melhora a produção de bile, é antioxidante e atua no sistema imunológico, combatendo diversas doenças infecciosas.

Sem excessos

Mesmo com a grande quantidade de benefícios, o consumo exagerado da raiz não faz bem para o organismo. De acordo com Tamara, a dose diária não deve passar de 4g: “Quem exagera na quantidade pode sentir azia, queimação, ter diarreia e irritação da boca”, explica.  Além do mais, o consumo constante, junto a algumas condições específicas de saúde ou a utilização frequente de determinados medicamentos, pode colocar a saúde em risco. Pessoas com cálculos biliares, diabetes ou hipoglicemia, mulheres grávidas ou quem utiliza medicação anticoagulante, anti-hipertensivos ou aspirina devem consultar um médico antes de incluir a especiaria no cardápio.

Consultoria: André Veinert, médico nutrólogo da Clínica Healthme, de São Paulo (SP); Tamara Mazaracki, médica nutróloga e ortomolecular, do Rio de Janeiro (RJ)

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