De onde tirar a força para espantar o desânimo?

Todos passamos por momentos em que não temos vontade nem de levantar da cama. Mas o que é possível fazer para passar por cima desse desânimo?

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FOTO: iStock.com/Getty Images

Se você sente desânimo, vale questionar o porquê. Em um primeiro momento, a investigação passa por causas físicas. O real motivo pode ser uma deficiência de nutrientes, resultante da má alimentação. Ou, então, consequência de poucas ou mal dormidas horas de sono. Existe até a chamada síndrome da fadiga crônica, que, além da disposição, afeta a memória.

Por outro lado, faz-se necessário investigar se, na verdade, o desânimo é psicológico. “Deve-se diferenciar a preguiça da apatia, que é caracterizada por inatividade, falta de afeto e indiferença generalizada. O sujeito apático não tem motivação e precisa ser orientado, pois trata-se de uma condição que pode indicar doenças neurológicas e psiquiátricas”, alerta Andrea Borba, psicóloga. Por trás de tudo, há o risco de depressão e outros males de cunho emocional.

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Surge daí a importância de se determinar um sentido especial para a própria vida e para agir, principalmente quando é fácil arranjar alguma desculpa. Muita gente encontra tal propósito na religião, no entanto, não se trata de uma regra e há quem o faça por outros caminhos.

“Cada vez que um estímulo gera uma recompensa prazerosa, a pessoa se sentirá motivada a partir em busca dela novamente. Entretanto, nem sempre é possível viver apenas pensando no prazer. Cada indivíduo deve buscar seus ideais, concretizar seus sonhos e ter metas a curto, médio e longo prazo. Tudo para que possa sentir-se motivado, viver de forma prazerosa e equilibrar-se entre razão e emoção”, aconselha a psicóloga.

“A região límbica do cérebro, associada ao prazer, sempre busca recompensa imediata, enquanto o córtex frontal nos ajuda a avaliar melhor e a pensar no futuro. Entretanto, nosso instinto sempre nos faz valorizar o presente”, descreve Geomacel Carvalho, especialista em ginástica cerebral. A solução? Embarcar em um círculo vicioso positivo: “A dica é observar a alegria que você sente quando consegue vencer a preguiça. Levante cedo, vá até a academia e comemore! Logo, os hormônios liberados pelo corpo durante a atividade irão proporcionar uma sensação de bem-estar (a curto prazo) e os resultados na forma física (a longo prazo) vão motivá-lo cada vez mais”, garante o especialista.

 

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Texto: Marcelo Ricciardi/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Marcelo Ricciardi e Vitor Manfio/Colaboradores – Consultorias: Andrea Borba, psicóloga; Geomacel Carvalho, especialista em ginástica cerebral e coordenador pedagógico do método SUPERA (ginástica cerebral)