Filha de Angelina Jolie quer ser chamada de John!

Shiloh Jolie-Pitt, filha dos astros do cinema Angelina Jolie e Brad Pitt, quer ser chamada de John. Entenda o caso e saiba mais sobre transexualidade

Filha Angelina Jolie Shiloh Jolie Pitt, que tem transexualidade
Fonte: Reprodução

Shiloh Jolie-Pitt, filha dos atores Angelina Jolie e Brad Pitt, não quer mais ser chamada pelo seu nome de batismo, de acordo com o Radar Online. A garota quer ser chamada de John – um nome masculino – por ser como ela verdadeiramente se identifica.

Ainda de acordo com a publicação “Brad e Angelina Jolie têm feito de tudo para proteger a menina de qualquer tipo de bullying”, e já explicaram a situação para os outros filhos.

Filha Angelina Jolie Shiloh Jolie Pitt

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Desde mais nova, Shiloh Jolie-Pitt – agora John – se comportava como um garoto. Ela não gostava de sair com roupas “femininas” e preferia sempre cortes de cabelo curtos, o que já gerava especulações em tabloides internacionais sobre a sexualidade da criança.

Angelina e Brad apoiam a verdadeira identidade da filha, e procuram ajudá-la através de terapia e acompanhamento psicológico, ainda de acordo com o Radar Online.

Entenda mais sobre a transexualidade

Na transexualidade, o indivíduo nasce com características e órgãos sexuais de um determinado sexo, mas sente absoluta inadaptação a ele.

“O transexual se considera do sexo oposto”, e a vontade de se identificar com o corpo no qual o transexual está é tão grande que ele pode “se submeter à cirurgia que o transforme no sexo que ele sente ser o seu”, define Walter José Koff, cirurgião urológico e coordenador do Programa de Transtorno de Identidade de Gênero (Protig) do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS).

Ainda há muito preconceito com os transexuais, principalmente por desconhecimento sobre o assunto. Eles enfrentam muitas dificuldades em todos os campos da vida: “na esfera familiar, na escola, no trabalho, na vida afetiva e na vida social”, enumera o cirurgião.

Angelina Jolie e filha que sofre de transexualidade

Angelina e Shiloh Jolie-Pitt, agora chamada de John / Fonte: Getty

Sobre a mudança de nome

Mudar o registro civil garante, por exemplo, que o transexual não passe por constrangimentos caso alguém desconfie que ele usa documentos ou cartões bancários de outra pessoa, além de afirmar como a pessoa realmente se identifica na sociedade.

No Brasil é possível realizar a troca de nome pela legislação, caso haja a operação de mudança de sexo. Em alguns casos a troca é feita antes da cirurgia, mas é comum a necessidade de entrar com uma petição jurídica para conseguir efetivar a troca.

Além disso, também há a mudança de gênero (do masculino para o feminino ou vice-versa). Essa troca só pode ser feita depois da transgenitalização – nome dado a cirurgia de mudança de sexo.

A transgenitalização no Brasil

De acordo com o Portal Brasil, para conseguir realizar a cirurgia de mudança de sexo, os pacientes devem atender requisitos como: maioridade, acompanhamento psicoterápico por pelo menos dois anos, laudo psicológico/psiquiátrico favorável e diagnóstico de transexualidade.

A cirurgia pode ser realizada pelo SUS em quatro hospitais brasileiros: Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo; e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás.

A transexualidade nos cinemas

Um tema muito discutido na atualidade, a transexualidade tem sido representada através da sétima arte. O cinema aborda as dificuldades que os transexuais enfrentam em seu processo de aceitação, além do preconceito que a sociedade infringe.

O filme Transamerica, de 2005, retrata o tema de forma genuína.

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Texto de Giovana Sanches e Carolina Freire.