Obesidade: descubra quais são os fatores de risco dessa séria doença

Afastar o estresse, abandonar o sedentarismo e, principalmente, cuidar bem da alimentação são fatores fundamentais para afastar a obesidade. Saiba mais!

Por Paula Santana - 19/05/2017

A obesidade é um problema cumulativo, ou seja, que pode causar outras doenças graves. FOTO: Shutterstock

O assunto é sério e o acúmulo de hábitos inadequados que levam a ele também são. Quando se fala em obesidade, é possível listar uma série de motivos que podem resultar no problema: má alimentação, sedentarismo e alcoolismo são alguns deles e, quando realizados em conjunto, o resultado pode ser ainda pior!  O alimento é o combustível do corpo e, para que ele possa trabalhar em harmonia e permanecer saudável, ele precisa gastar mais energia do que consome.

Nos quadros de obesidade, não é isso o que acontece. A ingestão exagerada de alimentos gordurosos e repletos de calorias vazias faz com que o acúmulo de gorduras seja cada vez maior e, se unidos à falta de atividades físicas regulares, há uma grande chance de o quadro evoluir para a obesidade.

Fatores principais

Sejam em conjunto ou de forma individual, certos hábitos devem ser banidos da rotina de quem deseja se livrar dos quilos extras. São eles:

  • Alimentação inadequada: se o corpo receber uma quantidade exagerada de alimentos cheios de calorias, certamente ficará desregulado, e todo o organismo sofrerá as consequências (o intestino, por exemplo, precisa de uma certa quantidade de fibras para funcionar devidamente e evitar inchaços indesejáveis). “Na prevenção da obesidade é essencial seguir uma dieta balanceada em macronutrientes (carboidratos, proteínas, lipídios) e micronutrientes (vitaminas, minerais, aminoácidos), o que garante saúde, disposição e energia”, lembra a nutróloga e médica ortomolecular Tamara Mazaracki.

Com uma vasta lista de alimentos saudáveis, naturais e altamente benéficos para o organismo, é possível criar um cardápio variado, cheio de cores e sabores. Por isso, vale a pena marcar uma consulta com o nutricionista e iniciar a mudança na alimentação o mais rápido possível.

mulher comendo

Apostar em uma reeducação é a maneira mais eficaz e saudável de perder peso. FOTO: Istock.com/GettyImages

 

 • Sedentarismo: ficar parado também é uma péssima ideia porque, mesmo que o organismo receba os alimentos corretos, ele também precisa gastar a energia recebida e fortalecer os músculos, de forma a ganhar mais saúde e longevidade.

Todas as partes do corpo só têm a ganhar quando se trata de exercícios físicos, até mesmo a área emocional, já que a prática faz com que a serotonina seja liberada, um hormônio relacionado às sensações de prazer e bem-estar no organismo. “A atividade física ajuda na prevenção da obesidade: músculos gastam mais energia e calorias do que a gordura, o que acelera o metabolismo corporal. Sem exercício físico o metabolismo permanece lento, obrigando a uma ingesta menor de calorias”, completa Tamara.

 

 • Bebidas alcoólicas: repletas de calorias, elas não só engordam, mas também fazem muito mal a diversas partes do corpo. Cheias de toxinas, as bebidas alcoólicas ainda prejudicam (e muito!) a atividade cerebral, acelerando a degeneração macular. Demais problemas gástricos, como gastrites e úlceras também podem ser inseridos na lista de malefícios, além do acúmulo do colesterol ruim no organismo (HDL), que prejudica todo o sistema cardiovascular e pode resultar em doenças gravíssimas.

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Procure evitar alimentos muito gordurosos, como salgados e doces em excesso. FOTO: Shutterstock

 

• Estresse e ansiedade: os dois distúrbios também pode contribuir para a obesidade, já que com as emoções fora de controle, o indivíduo tende a descontar suas frustrações na comida, a fim de amenizar este sentimento. Por isso, o autocontrole é fundamental; muitas atitudes podem ajudar nesse problema, como a prática de atividades físicas, a ingestão de alimentos e chás naturais calmantes.

 

Consultoria Isa Bragança, cardiologista; Tamara Mazaracki, nutróloga e médica ortomolecular

 

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