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Vanessa Giácomo fala sobre a virada de Tóia em ''A Regra do Jogo"

A atriz também contou sobre sua vida de mãe

por Redação Alto Astral
Publicado em 14/01/2016 às 17:07
Atualizado às 11:42

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Vanessa Giácomo, a grande protagonista de A Regra do Jogo, conversou com a nossa reportagem e falou um pouco da virada de Tóia, na trama das nove da Rede Globo. E abriu o coração a respeito do luto em que vive, após o falecimento de sua mãe, em decorrência de um câncer.

Vanessa Giácomo fala sobre a virade de Tóia em ''A Regra do Jogo"

Foto: TV Globo

Qual o balanço que você faz da personagem nessa reta final de A Regra do Jogo?
Então, vão ter várias mudanças no caminho da Tóia durante os próximos capítulos. Eu acho que vêm muitas surpresas por aí. O autor vai surpreender nesses próximos capítulos. Não tenha dúvida disso. A gente recebeu o capitulo até o 133. A história dela vai mudar aos poucos. Tem algumas coisas que vão apontando algumas desconfianças dela em relação ao Romero. Ainda vem o casamento dos dois. Tem muita coisa para acontecer.

Assistindo, ficamos ansioso para essa virada. E você?
Todos nós! Quando chega bloco novo de capítulos eu penso que enfim, será a mudança. Leio, vejo que não é ainda. Estou muito ansiosa! Estou doida para ver o momento que ela vai se tocar que o Romero é um bandido. Existe essa possibilidade de ela estar sabendo de tudo. Saber mesmo, a gente não sabe.

Existe uma possibilidade de Tóia perdoar o Romero futuramente?
Tudo pode acontecer. Toda essa história que está na cabeça do autor, a gente não sabe. A gente fica aqui só achando as coisas. Eu sempre pergunto as coisas ao Nero. Ele tem as ideias dele e eu, as minhas. Cada um pensa uma coisa (risos).

A Regra do Jogo: Romero protege Tóia, mas é baleado!No momento que ela fica rica, ela quer voltar para o Morro da Macaca. É muito ela, né?
É muito ela! Eu acho que não deixa de ser uma tortura para ele. Ter que viver a mentira que ele criou. Ele criou que era um cara desprendido das coisas materiais e tal. E agora que ficou rico e tem a possibilidade de ter tudo o que sempre quis. A Tóia fala que não. E vai morar na favela com ele. É uma tortura para ele sem fim. Querendo ou não, vai comer arroz e feijão. Mesmo não fazendo de propósito, já é uma tortura que ele vai viver. Ele vai viver a mentira que ele criou.

E o Juliano nessa história?
O Juliano sempre que ela encontra, o coração bate mais forte. Ele é o grande amor da vida dela. É o cara que ela ama. Ele mexe com ela, sim. Eles resolveram nesse momento da história cada um viver a sua vida. Mas cada vez que eles se reencontram, sai faísca. Não passa batido. Entendeu? Ainda tem sentimento.

As pessoas nas ruas torcem por quem? Ela e o Romero ou ela e o Juliano?
Eu estou trabalhando tanto, tanto, mais tanto. Que não tenho noção nenhuma. Acho que é muito dividido. Tem uma relação muito forte do Romero com a Atena. Que é bonita. E tem a relação dela de amor com o Juliano. Então, é bem dividido. Eu acho que o público fica sem entender o porquê que ela ainda está com esse cara. Não enxerga  e tal.

E a sua torcida vai para quem?
Eu nunca fico em uma torcida quando eu faço uma novela. As vezes não é exatamente o que você pensou, criou. Eu fico realmente esperando o que vem do autor. Eu fico esperando cada capitulo.

E você como telespectadora?
Eu paro para assistir a novela. Mas não vou falar a minha torcida (risos).

E como você vê esse triângulo amoroso?
A Atena vive se intrometendo na vida dos dois. Mas a Tóia sempre foi muito esperta. Ela descobriu muitas coisas no inicio. Não sei se ela cai em tudo. Não sei mesmo.

a regra do jogo

Foto: TV Globo

Você concedeu uma entrevista e comentou que quando você recebe o texto, você relata que a Tóia não cairia em algumas situações colocadas ali. Como é isso?
Verdade! O que eu começo a concluir é que ela viu que a Atena é uma mulher louca e vive atrás do Romero. Já que a Atena tem muito humor, a Tóia não dá tanta credibilidade para ela. Aos poucos, o público vai ver as desconfianças dela em relação aos dois (Romero e Atena). Ela está montando um quebra cabeça. Eu não sei se ela sabe, ou não. Pode ser que sim, pode ser que não.

No início, a personagem foi bastante criticada. Como você recebe as criticas?
Eu recebo numa boa. Eu acho que as pessoas se envolvem tanto com a trama, que acabam ficando com raiva do que você está fazendo. Isso é natural em uma novela. Eu estou esperando o desfecho que o João vai dar.

Na trama, percebemos que o pai foi assassinado e ela foi levada para o Morro da Macaca. Ela não tinha nem um parente?
(com cara de surpresa mas escondendo o jogo) Pois é! Essa coisas serão explicadas. Eu acho. Eu acredito nisso.

Quando a personagem da Carolina Dieckmann entrou na trama, muita gente relatou que era uma forma de salvar a mocinha. Pois a Tóia não tinha convencido. Como você recebeu isso?
A Tóia nunca foi uma mocinha tradicional. Desde o início a tentativa era de ser uma mulher que ia atrás de seus sonhos. Que era guerreira, que trabalhava. Ela nunca foi essa mocinha romântica tradicional. É sempre bom ter outros romances na novela. Naquele momento, eu acho que o Dante precisava ficar com alguém. Pois, a Belisa ia ficar com o Juliano. Ai veio a Carolina para fazer par com ele. E que fez lindamente. Eles faz um casal maravilhoso, que dá essa adocicada na trama. Esse romance é o que a novela precisa. A minha parte, que é da Tóia, cabe no trama mesmo. No que vai acontecer no desfecho da novela. É mais importante isso, do que com quem ela irá se relacionar. Sabe? A grande chave de virada da novela, do golpe que foi dado, o desfecho está ai. E, aí, depois se conclui o romance dela com alguém.

Ela pode se tornar uma grande vilã?
Eu acho que tudo pode acontecer. Eu amaria fazer. Amaria mesmo! O autor está jogando as pistas. A gente não sabe nada mesmo do futuro da Tóia.

O Nero comentou que fica ansioso para ver a transformação do Romero. E você como fica em relação à virada da Tóia?
Eu fico muito ansiosa em relação a isso. Porque eu sou uma pessoa ansiosa por natureza. Mas eu não fico ligando para o autor para perguntar não (risos). Eu acho que ele deve ter tanta cobrança. Que eu falo: ‘deixa pra lá’. Vai chegar esse momento da virada. Eu creio. Eu fico criando uma história paralela. Entendeu?

A personagem já escapou da morte várias vezes. Qual foi a cena mais complicada de executar?
A cena do barco foi bem sofrida. Eu achei incrível! Eles falaram: ‘vai ter a dublê. Você só vai fazer até certo ponto’. Eu relutei e pedi para fazer. Eu fiz tudo! Quebrei o vidro, que não estava programado. Eu dentro de uma caixa, subindo água, fiquei desesperada (risos). Quebrei o vidro. O vidro foi parar longe (risos). Adorei fazer.

Dá para ver em seus olhos, que você está feliz. Essa personagem é um divisor de aguas em sua carreira?
Eu estou muito feliz! Eu acho que eu fui construindo a minha carreira com vários personagens muito importantes. Que foram transformando a minha trajetória profissional. Eu entrei muito nova na tevê, vinda do interior, como protagonista. Tudo novo para mim. A novela ‘Cabocla’ para mim foi o grande divisor de águas. Foi nessa trama, que eu me lancei. Entretanto, tem vários personagens. A Aline de ‘Amor à Vida’, também. Foi uma outra coisa. Tenho carinho por todos os personagens que eu fiz. Eu amadureci como atriz. Acho que a gente aprende com cada um.

A Tóia vai herdar uma grana preta na trama. Se fosse com você, o que você faria com essa bolada?
Eu ia ajudar muita gente. Eu gosto muito de ajudar. E gastaria um pouquinho, né? (fazendo voz de caipira). Eu não sou de ferro.

Sua rotina de gravação é corrida. Como você consegue lidar com filhos pequenos, marido, etc?
Pois é! Desde o início, a produção teve um carinho comigo. E o meu roteiro é sempre adequado. Nunca fico tão cansada. A rotina não fica tão cansativa. Às vezes tem uma demanda na novela, que você trabalha um pouco mais. Mas é normal. Eu estou acostumada com essa correria. E eu gosto muito do que eu faço. Eu consigo conciliar tudo. Hoje em dia, que mulher que não trabalha muito? Não conheço uma, que não consiga lidar com trabalho e família. É tão bom trabalhar. E acho que meus filhos irão se orgulhar de mim no futuro. A vida não é fácil.

Quando você chega em casa, qual a primeira coisa que você faz?
Começo a decorar os novos textos (risos). Bebê no colo e roteiro na mão.

Você já fez várias novelas. O que você traz da Vanessa da época de Cabocla?
Eu tenho tudo ainda. Não mudei nada. Esse meio nunca mexeu comigo. Eu sou muito pé no chão. Eu gosto de fazer tudo na minha vida. Odeio me privar.

Você tem uma boa relação com seu ex-marido, Daniel Oliveira. Qual o segredo de manter essa relação tão saudável?
Eu acho que quando você tem a sua vida resolvida, não tem o porquê de ter problema.

Vanessa, eu vejo sempre várias postagens suas na internet. Você é bem antenada nas redes sociais. Na virada do ano, você estava na praia junto com o povão. Como foi isso?
Eu sou zero antenada. Coloco no Instagram e vai direto para o Facebook. Eu fui na virada de ano. Queria ver os fogos. A gente estava fazendo uma festa em casa com todo mundo. Mas, fiz questão de ir a praia. Eu fui mas não consegui ver os fogos. Na hora que eu cheguei, tinha acabado (risos). Mas cheguei lá. Coloquei o pé no mar. Enfim.

Você não se priva de fazer coisas de pessoas normais, né?
Não mesmo. O que eu percebo, cada um tem um jeito. Tem gente que ama se vê o tempo inteiro em revista. Tem gente que tem isso. Eu não tenho essa necessidade. Eu sei que é importante. De guardar uma revista com uma matéria bacana, de um certo momento de minha jornada profissional. Mas, a necessidade de ter isso, eu não tenho. Eu gosto de uma vida simples. Os meus momentos mais felizes, sempre estão na simplicidade. Se isso me faz feliz, eu nunca vou deixar de fazer isso. Sabe? Adoro reencontrar meus amigos. Eu continuo fazendo as mesmas coisas.

E os meninos? Você os deixa assistir a mamãe na tevê?
Eles assistem, claro! Não os deixo assistir a novela toda. Por causada idade. Eu sempre mostro algumas ceninhas para eles. E eles curtem bastante. Eles falam: ‘mamãe, eu adorei você com o batom vermelho’. Quando eu vou na escola deles os amiguinhos fazem a festa. Eu tenho uma empatia incrível com crianças. Quando eu fiz a Aline, em ‘Amor à Vida’, chegam em alguns lugares, as crianças me abraçavam. Falavam: ‘tia, eu te amo. Mas, o que você faz não é de Deus’. Eu tenho essas coisas com crianças. Meus filhos falam: ‘mamãe, sempre quando você vem aqui na escola é isso’. Adoro esse contato com o público.”

Você é uma mãezona e recentemente, você perdeu a sua mãe. Como você lida com isso?
Então, minha mãe era o meu braço direito. Tudo eu contava para minha mãe. Ela acompanhou o início de minha carreira. Ajudava-me e me dava muita força. Quando eu perdi foi um baque muito grande assim, né? Agora, tem a Vanessa antes e Vanessa depois. É muito difícil. Não tem como. Tudo que acontece na minha vida que é legal. Eu penso em ligar para ela. Aí cai a ficha que eu não tenho mais. Mas como eu tenho os meus filhos e a minha família, que me apoiaram muito, consegui seguir em frente.

Você apoiou alguma  causa contra o câncer?
Não cheguei a fazer nenhuma campanha. Mas fui em alguns lugares. Mas ainda mexeu muito comigo. E ainda mexe. Enfim…

Você pretende ter mais filhos?
Eu nunca vou falar que acabou e tal. Todos os meus amigos falam: ‘você vai ter mais?’. Eu estou muito feliz com os três. Eu sempre pensei em ter três filhos. Da vida a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã. Então, vamos ver né, gente. Quando eu aparecer com vinte e cinco filhos (risos).

E após a trama? Vai tirar férias?
Eu tenho um filme para rodar. E irei curtir a minha família. Estou vendo ainda para onde eu irei.

Entrevista: André Luís Romano/Colaborador