Rodrigo Lombardi diz que rótulo de galã não incomoda mais

Confira entrevista com o ator que participou da primeira fase de Velho Chico!

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Foto: Divulgação/TV Globo

por Redação Alto Astral
Publicado em 26/04/2016 às 12:20
Atualizado às 00:15

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Rodrigo Lombardi esteve na primeira fase da novela das nove da Rede Globo, “Velho Chico“, e interpretou o capitão Ernesto Rosa. Seu personagem acabou morto e a participação de Lombardi chegou ao fim, mas mesmo sendo uma participação de poucos capítulos, Rodrigo diz ter ficado muito feliz com o convite: “Essa dobradinha de Luiz Fernando Carvalho e Benedito Ruy Barbosa não dá para falar não”, contou em entrevista para o Portal Alto Astral.

RODRIGO LOMBARDI

Foto: Divulgação/TV Globo

O ator ainda conta um pouco sobre o início da carreira, seus relacionamentos familiares e confessa: o máximo que sabe fazer na internet é mandar um e-mail com arquivo! Será que o rótulo de galã incomoda o artista? Confira:

Como surgiu o convite para a primeira fase de Velho Chico? Você titubeou para aceitar?
“Com o Luiz Fernando Carvalho a gente não titubeia nunca. A gente reza para ser chamado. Quando fui chamado fiquei muito feliz! Essa dobradinha de Luiz Fernando Carvalho e Benedito Ruy Barbosa não dá para falar não.”

Em ‘Verdades Secretas’ você interpretou um personagem bem denso. Agora, era zero vaidade. Como foi compor o capitão Ernesto Rosa?
“A vaidade é uma coisa pesquisada pelo ator. O ator não pode ter ela. Então, tem muita gente que fala que o Rodrigo vem construindo vários galãs. Falam que com o Rodrigo sai na urina. Não é assim. É muito mais difícil. Poucas pessoas sabem, mas meu trabalho na tevê vem de 12 anos para cá. Entretanto, eu vim da comédia. Eu vim de teatro de composição de personagens. Quando me colocaram nesse lugar de galã, comentaram que eu só faço galã. E não é assim. As palavras vão tomando uma proporção equívoca ao longo do processo. O grande trabalho de um personagem e outro é o trabalho de se desconstruir. Depois que esse personagem acaba, o trabalho de desintoxicação dele é as vezes prazeroso, as vezes difícil, as vezes é doloroso. No caso de Alex de ‘Verdades Secretas’, foi um trabalho prazeroso. Porque mexia com uma energia que eu não gostava. Mas, que a gente precisa acessar. Se não, a gente perde a função. No dia seguinte, após o termino de ‘Verdades’, comecei participar do espetáculo “Urinal – O musical”. Um projeto de composição. Um trabalho de minha raiz. Algo que eu adoro. Nesse espetáculo eu ainda estava me desintoxicando de ‘Verdades’. Nesse meio tempo, junto com tudo isso, começaram os trabalhos aqui. E, ai o trabalho para essa novela foi bem rápido. Então foi nascendo outra coisa. As vezes você para construir um personagem. Mas as vezes ele vem para você, sem você perceber. Você não sabe olhar para trás e não sabe como ele nasceu. É o caso o capitão Ernesto Rosa. Eu não sei como eu parei a minha vida para começar olhar para ele. Quando eu vi, ele já estava construído.”

RODRIGO LOMBARDI

Foto: Divulgação/TV Globo

Esse rótulo de galã incomoda você?
“Já incomodou. Hoje não incomoda mais não. As coisas que as pessoas falam são delas, né? Não é o rótulo que eu vou chegar e usar no meu trabalho. Né? Luiz Fernando Carvalho sempre fala que não podemos pensar no Ibope. Não dá para pensar no Ibope e não dá para pensar nesse rótulo. Dá para eu pensar no meu trabalho.”

E como foi reencontrar o Luiz Fernando Carvalho?
“Ele me deu a oportunidade de voltar para a minha raiz que é o trabalho de composição. O trabalho de corpo, que é o trabalho de voz, etc. Estamos aqui a serviço de um todo.”

Sua primeira trama em emissora de tevê foi ‘O Meu Pé de Laranja Lima’, que foi exibida na Band. Quando você entrou nesse personagem [Ernesto] você lembrou da trama de 1998?
“A gente sempre lembra. ‘O Meu Pé de Laranja Lima’ é um clássico. Antes de fazer eu já tinha lido a obra, que é algo que eu sempre gostei. E, fazer parte dessa trama foi muito importante para mim. Fazer cena Gianfrancesco Guarnieri, ser dirigido Henrique Martins. Aprendi bastante com eles. Henrique Martins foi um grande galã no passado. O tempo vai passando e você vai juntando esses momentos, e, é isso que faz você virar história.”

RODRIGO LOMBARDI

Foto: Divulgação/TV Globo

O que você guarda do Rodrigo do inicio de carreira?
“A infância. Eu tenho uma criança dentro de mim. Ela tenta crescer e, eu tento não deixar. E essa criança continua aqui. Quando ela tentou crescer, eu tive um filho que alimentou essa criança dentro de mim.”

Falando dessa criança interior. É verdade que você é nerd?
“Sou! Eu assisti recentemente Star Wars: O Despertar da Força. Jogo videogame. Amo jogar! Meu sonho é ser um X-Men. Ser um dos Vingadores. Esse universo muito me agrada em si.”

Entre o Wolverine e o Capitão América, qual o herói você gostaria de interpretar?
“Entre esses dois eu gostaria de ser o Wolverine.”

RODRIGO LOMBARDI

Foto: Divulgação/TV Globo

O paparazzo incomoda você? E, essas noticias que falam em relação a sua vida pessoal?
“Eu acho isso uma bobagem. As pessoas precisam preencher uma pagina por dia de noticia. Quando não tem. Elas têm que fazer alguma coisa.”

Costumo ver você e seu filho passeando no Shopping. E, raramente eu vejo um assédio em relação a vocês. Hoje está mais tranquilo?
“Eu sou uma pessoa tranquila. Sou caseiro. Quando não estou gravando eu gosto de ficar dentro de casa. Raramente você vai me ver em um lugar passeando. Não é porque eu não quero. Eu curto ficar em casa. Eu trabalho tanto. Que eu construí uma casa que eu gosto de ficar.”

Você tinha uma ligação muito grande com o seu pai. Você quer passar os valores que você recebeu dele para o seu pequeno?
“Se eu conseguir passar 1% do que o meu pai me passou, eu estou muito feliz. Principalmente quando a gente se torna artista, a gente trabalha com pensamentos, a gente tenta rever, eu revisito o meu pai. Em algumas coisas eu tenho que melhorar muito para eu me tornar igual a ele. Seguir os passos que ele tomou. Em outros momentos eu tento ser melhor do que ele. Para que eu passe para o meu filho os valores que eu recebi. Que ela faça a mesma coisa. Uns lugares que ele siga os meus passos. E os outros que ele siga melhores do que eu.”

Hoje em dia, os valores estão invertidos. Como você passa para ele os valores que você recebeu?
“É tentativa erro. Não tem jeito. Passar em uma portaria e cumprimentar todos. Peço-o para falar bom dia para todos. É isso. São pequenas atitudes que forma o seu caráter.”

RODRIGO LOMBARDI

Foto: Divulgação/TV Globo

Como você vê essa nova geração que quer ser celebridade e não artista?
“Uma inversão de valores. Acho que é uma mistura. Eles misturam tudo. E é normal. Porque a gente não vende o que está fora de cena. A cena é sempre linda. Sempre quando eu trago algo em dia de estúdio, a pessoa no meio da primeira cena está indo tomar café. Ela não aguenta. Não sabe o que é. Essa inversão de valores de querer achar que o que a gente é, é o glamour, e tal. A gente é operária. A gente faz cena por atacado.”

Tem um ator e músico guatemalteco-americano que se parece muito com você. As pessoas já falaram isso para ti?
“É o Oscar Isaac. As pessoas sempre falam disso. Ele é um baita ator. Adoro ele. Tem alguns filmes dele vindo por ai que são incríveis.”

O que tira você do sério? Você é do tipo que acorda com a energia lá no alto?
“Eu acordo meio querendo ficar na cama. É até clichê falar, mas o que me tira do sério é injustiça. A palavra é uma coisa que, a justiça que não foi aplicada. Ou algo que aconteceu que não poderia de forma alguma acontecer. Invasão de espaço alheio. Tudo isso é injustiça. Então, isso me incomoda.”

A Rede Globo comemorou 50 anos no ano passado. Qual o papel na dramaturgia que você queria ter feito?
“Eu fiz! O Herculano Quintanilha de ‘O Astro’. Eu queria ter feito. E, ele caiu na minha mão.”

Você imaginava que a Camila Queiroz fosse fazer esse grande sucesso?
“Eu vi o teste dela. Quando eu vi o teste dela eu falei que ela seria um sucesso. Não foi diferente. Ela foi uma grata surpresa. Ela se mostrou muito disponível. Ela sabia que tinha um pouco tempo para entender esse universo. Ela entendeu e mandou muito bem. Ela ainda vai colher alguns frutos em relação à ‘Verdades Secretas’. Mas dá para vê que ela está no caminho certo e que ela será uma grande atriz. Não tenho dúvida disso.”

Rodrigo Lombardi

Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo

Como você lida com as críticas?
“Tudo é positivo. O negócio é saber filtrar aquilo que o cabe e aquilo que não o cabe.”

Você procura seu nome no Google?
“Eu sou nerd. Mas zero geek. Eu não entendo nada de tecnologia. Eu aprendi mandar e-mail com foto, faz uns três meses. Não fico me procurando não. Às vezes eu tenho que entrar para pegar uma foto de referência, ou outra. Não fico procurando não.”

Rodrigo Lombardi

Foto: Márcio de Souza/TV Globo

Quando você leu a sinopse de ‘Verdades’, você imaginava que o Alex seria esse sucesso todo?
“Eu sabia que eu tinha um bom personagem na mão. Sucesso a gente nunca sabe que vai ser. Eu fiz alguns personagens aqui na casa, que foram incríveis, e, que não fez um grande sucesso. Um exemplo, o Ciro Feijó de ‘Desejo Proibido’, eu tenho um carinho imenso por ele. Muita gente cita.”

Para um projeto dar certo, o bastidor deve estar em harmonia?
“Tem que estar em harmonia sim. O sucesso não tem receita. Se tivesse, todo mundo copiava. Eu acho o teatro é convivência. Se você está mal no bastidor, isso se imprime na cena. Aqui na novela, um é apaixonado pelo outro. A gente constrói isso.”

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