José Loreto reclama da pressão social para ter filhos

Ator reclamou da pressão que ele e a esposa, Débora Nascimento, vem sentindo com relação a maternidade. Eles preferem postergar a ideia de ter filhos

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Reprodução/Globo

por Redação Alto Astral
Publicado em 28/06/2016 às 17:45
Atualizado às 00:14

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Nesta terça-feira (28), a apresentadora Ana Maria Braga recebeu o ator José Loreto no seu programa ‘Mais Você’. Durante a conversa, ela fez uma brincadeira e entregou um presente para o ator, dando a entender que ele deveria ter filhos com a esposa, a atriz Débora Nascimento.

José Loreto no programa Mais Você com Ana Maria Braga reclama da pressão para ter filhos

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“Eu queria dar um outro presente, para vocês fazerem um filho. Está aqui um lençol, para vocês ‘dormirem’ bastante e sonharem com os filhos”, falou Ana Maria. Mas o ator ficou desconfortável com a situação e contou que a mulher está sendo muito pressionada para ter filhos.

“Tadinha, a Débora está tão pressionada. […] Mas ela quer trabalhar, viajar um pouquinho, estudar, morar um tempo fora. Daqui uns dois aninhos… Estamos doidos para ter, mas não agora! Não pressiona porque sobra para mim em casa”, falou ele.

José Loreto no programa Mais Você com Ana Maria Braga reclama da pressão para ter filhos

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Pressão Social

Para o ator, o desconforto acontece por causa da pressão das pessoas para que o casal tenha filhos nesse momento. Por trás dessa constatação, existe um conceito muito mais amplo sobre a “pressão da maternidade”.

Para muitas mulheres, a opção acaba sendo não admitir publicamente que não querem ter filhos, por exemplo. Uma pesquisa feita no Canadá revelou que metade das mulheres sem filhos aos 40 anos fizeram essa escolha quando eram mais novas, mas preferiram não contar.

Tudo isso porque existe um ideal na sociedade de que as mulheres devem ter filhos. “Associou-se maternidade à feminilidade como sendo atributos da personalidade”, escreve a psicanalista Regina Navarro Lins.

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Ideal de maternidade

A ideia de maternidade como conhecemos hoje começou há muitos séculos. Mais especificamente, tomou força no século 16, quando surgiu a concepção de família nuclear (homem, mulher e filho). Nessa época, não existia a ligação entre mães e filhos como conhecemos hoje. As mães não amamentavam, e deixavam essa função para as amas-de-leite.

Mas com a Revolução Francesa, foi criada uma preocupação maior com a mortalidade infantil, e por isso diversos padres e filósofos começaram uma intensa campanha incentivando mulheres a amamentarem e cuidarem de seus filhos, conforme explicou em estudos a professora Rosa Maria Macedo, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Família e Comunidade do Programa de Psicologia Clínica da PUC.

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