Cleo Pires fala sobre fazer novelas “não sou de emendar um trabalho no outro”

Cleo Pires fala sobre sua personagem na novela das 19h, Haja Coração. Confira entrevista exclusiva com a atriz!

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Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

por Redação Alto Astral
Publicado em 10/06/2016 às 15:36
Atualizado às 20:50

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Cléo Pires conversou com nossa reportagem e falou um pouco de sua personagem em Haja Coração. Confira o papo:

Com o que você se identifica da sua personagem?
“Acho que todo mundo pode se identificar com ela, porque ela tem certa angústia, é bem intensa e as emoções são intensas também. Eu acho que ela não procura elaborar muito as coisas e coloca tudo para fora. Por isso ela vai para esse lado de esportes radicais, uma válvula de escape, eu diria. Mas aí ela acaba se apaixonando, e isso vai tirar um pouco o chão dela.”

Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

Ela é meio você, né?
“Não exatamente! Eu elaboro os meus sentimentos (risos). Eu gosto dessas coisas de me aprofundar, me conhecer. Eu entendo que às vezes uma corrida na Lagoa (bairro nobre do Rio de Janeiro), vai aliviar as coisas que eu estou sentindo e às vezes não. Não é sempre na endorfina ou na adrenalina que você acha uma resposta para o seu problema. Eu acho que isso é uma ferramenta, mas no fim das contas você tem que se aprofundar em você mesma. Entender quem você é.”

Você conseguiu se entender?
“Às vezes sim, às vezes não. Até agora sim. Mas, eu não sei daqui em diante.”

Como é lidar com sim, não, talvez, em sua cabeça? Como é lidar com isso?
“Eu prefiro ir vivendo… Vivendo os meus processos, entendendo as coisas quando eu posso. Quando fica mais difícil eu não forço a barra. Mas acho que é assim para todo mundo, né?”

 O que fez você aceitar essa personagem? E voltar para as novelas?
“Eu faço parte do elenco da emissora. Tenho contrato com a casa porque eu gosto de fazer novela. Eu gosto de estar aqui. Não foi nada do tipo: ‘ai, meu Deus, uma coisa me fez voltar a fazer novelas’. Eu já achava que eu ia voltar logo. Mas, eu realmente não sou de emendar um trabalho no outro. Eu gosto de ter um tempo, de me reconectar, me encontrar novamente, me inspirar em outras coisas e fazer novos trabalhos. Porque novela, querendo ou não, é uma coisa muito exaustiva. Você acaba entrando no automático e eu gosto de sair um pouco disso.”

Foto: João Miguel Júnior/Globo

Foto: João Miguel Júnior/Globo

O que inspira você artisticamente?
“A cultura dos vikings. As ruínas vikings. Eu acho que isso tem batido forte em mim. Eu gosto de novidades, e, nesse momento está sendo a cultura viking.”

Sua personagem acaba se envolvendo em um quarteto amoroso. Já aconteceu alguma coisa do tipo com você?
“Olha, com meu primeiro, eu tinha 13 anos, eu não me lembro direito, faz tanto tempo. Mas ele gostava de uma menina, eu não sabia disso e eu fiquei completamente apaixonada por ele. Eu me ferrei um pouco, porque ele era afim de mim, mas estava com outro cacho ali. Mas, eu acabei ganhando ele.”

E as suas tatuagens. Eles aparecem em cena?
“Depende da personagem. Nessa trama, elas estão livres, leves e soltas (risos).”

Em uma cena de disputa amorosa você prefere tirar o seu time ou seguir em diante?
“Eu sou bem estratégica. Eu acho que quando eu quero uma coisa, eu sei a hora de me reagrupar com o meu exército e a hora de atacar (risos). Nem sempre atacar é ser agressiva. Mas, eu não desisto não.”

Carolina Ferraz é sua mãe na trama. Como está sendo essa troca?
“Está sendo muito bom. Me identifico com ela, a gente tem altos papos. A gente troca ideia sobre música, sobre comida, sobre maquiagem, enfim. Ela é linda! Eu lembro quando ela começou, eu olhava e falava: ‘que mulher linda!’. Agora eu estou trabalhando com ela, fazendo a minha mãe. Estou me sentindo importante.”

Foto: Caiuá Franco/Globo

Foto: Caiuá Franco/Globo

Como está sendo trabalhar com a Mariana Ximenes?
“Ela é uma delicia de trabalhar, muito parceira. Entra totalmente na história e com ela não tem frescura. Ela é bem concentrada. Eu gosto de trabalhar com gente que inspira você a achar o seu foco, o seu centro e trazer tudo o que você tem pra trazer. A Mari inspira a gente nisso.”

Sua personagem chega ser uma vilã? Ou você só é a antagonista da Tancinha?
“A princípio eu acho que eu sou a antagonista. Mas em novela tudo pode acontecer (risos). Tudo pode mudar.”

Você gosta de ser a antagonista?
“Eu acho que sim (risos).”

Você está com 33 anos. Bateu alguma crise de idade?
“Eu estou amando envelhecer. Eu gosto muito mais de mim hoje, da vida, de tudo. Então, eu sou bem mais feliz. Eu gosto de envelhecer, amadurecer! Mas quero ficar sempre gata.”

Sua personagem será piloto de fórmula Pick-up. Como foi a preparação?
“Eu não tive preparação. As cenas serão com dublê. Eu não preparei nada em relação a isso, não experimentei nada. Só a minha experiência pessoal de ser muito boa pilota na vida.”

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