Saiba como o mentoring pode ajudar a diminuir o estresse da rotina

O mentoring é uma técnica que visa reduzir o estresse no meio empresarial e ajudar seus praticantes tanto profissionalmente, como emocionalmente

Por Edgard Vicentini - 18/11/2016
Estresse mentoring ajuda

Foto: Shutterstock

Derivado da palavra mentor – que significa aquele que toma direcionamento, idealiza, comanda e influencia pessoas ou situações -, o termo mentoring está associado à prática de aprimorar os conhecimentos de um trabalhador que ingressou há pouco tempo no mercado de trabalho, de modo a criar debates e prepará-lo para que a sua função seja desempenhada da melhor maneira possível. “O processo de mentoring consiste na orientação pessoal de aspectos não-cognitivos, ou seja, aqueles não tão facilmente redutíveis ao conhecimento técnico (por exemplo, a tão propalada “inteligência emocional”), mas passíveis de serem desenvolvidos e treinados”, explica o neurologista Fabio Sawada Shiba.

No dia a dia, também é possível transformar a técnica em uma fonte de grande aprendizado, já que compartilhar sentimentos e situações pessoais é uma atitude tomada com frequência, mesmo que não se perceba. “Por promover a troca de conhecimentos e experiências, a técnica mostra-se eficiente não só para a vida profissional, como também para diversas situações do cotidiano, inclusive em âmbito familiar”, comenta a psicóloga Letícia Guedes.

Estresse mentoring ajuda

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Influência emocional

O estresse desencadeado no ambiente de trabalho é uma das causas mais comuns relatadas nos consultórios psicológicos, seja por insatisfação, pressão excessiva, dificuldade de convivência com os colegas… O mentoring, mesmo tendo o objetivo principal de repassar o conhecimento necessário a fim de trazer aptidão e segurança para o desempenho de uma nova função, também pode ser empregado em outras situações de desconforto em diferentes aspectos da vida. “No mentoring, um líder com mais experiência repassa seu conhecimento para os mais jovens; é como um profissional mais velho ensinando jovens aprendizes. Isso também pode acontecer em casa: o pai ensina aos filhos seus caminhos, colocando-os cientes de todas as situações conflituosas que poderão surgir no decorrer da vida”, esclarece a psicóloga.

Compartilhar experiências é uma atitude enriquecedora e repleta de ganhos para ambos os lados. Quantas vezes você já pediu um conselho para seus pais, avós, tios e amigos? As situações do cotidiano, sejam elas fáceis ou complicadas, tendem a deixar uma marca em cada um. É mais ou menos quando você pede a recomendação de algum produto para alguém. Se a pessoa o tem em casa, saberá como explicar o seu funcionamento, tal como seu desempenho àquela determinada função.

 

Que tal praticar?

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Os ensinamentos da técnica podem ser atrelados ao dia a dia com bastante eficiência. Além das experiências que podem ser passadas “de pai para filho”, outros aprendizados podem ser compartilhados a fim de contribuir para o processo de detox emocional. Observe as dicas a seguir e seja mais feliz com a aplicação do mentoring na rotina!

 

  • Sabia que os papeis podem ser invertidos? É só observar: quando uma pessoa mais jovem começa a conviver com você, logo novas gírias, opiniões e visões de vida são compartilhadas e você passa adquirir um conhecimento novo.
  • Faça sugestões! Se algum colega de trabalho está com dificuldades – ou você quer que outras pessoas se beneficiem com essa técnica, converse com seu superior sobre o emprego do mentoring na rotina, mesmo que de maneira informal. Alguns minutos de conversa diária já podem fazer uma grande diferença na vida de alguém.
  • Não tenha medo de transparecer seus medos e aflições, porém, cuidado com quem vai compartilhá-los. Quando se trata do ambiente de trabalho, então, a precaução deve ser maior. Assuntos sobre relacionamentos amorosos, frustrações familiares ou outro problema mais íntimo devem ser discutidos em outro horário, para não atrapalhar o desempenho profissional.

 

Mentoring ou coaching?

Outro termo frequentemente mencionado no meio empresarial é o coaching, que é confundido por muitos com o mentoring. A diferença entre as duas técnicas é fácil de ser explicada: no coaching, o foco principal é a aceleração e o aprimoramento de resultados que devem ser entregues especificamente ao ambiente profissional. É uma espécie de “curso intensivo”, em que o indivíduo é treinado, principalmente, para alavancar os resultados da empresa e melhorar o seu desempenho individual. Já no mentoring, não é necessário que o “mentor” tenha conhecimento específico sobre determinada função. A troca de experiências, visando o apoio e a estabilidade emocional, é o verdadeiro foco.

 

Texto: Paula Santana

Consultoria: Fabio Sawada Shiba, neurologista; Letícia Guedes, psicóloga e analista comportamental

 

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