Viver em grandes cidades favorece surgimento de transtornos mentais

Os riscos da correria: quem vive em grandes cidades pode ter mais chances de sofrer com transtornos mentais. Veja os motivos

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FOTO: Reprodução Copansp

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/10/2016 às 12:15
Atualizado às 11:47

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Correria, carros, buzinas, poluição, sons vindos de diversas partes… A vida em centros extremamente habitados não é fácil, e essa pressão toda pode afetar diretamente os aspectos físicos e psicológicos. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM), sete em cada dez pessoas que moram em localidades com mais de dois milhões de habitantes apresentam sintomas frequentes ligados a transtornos psíquicos.

Viver em grandes cidades favorece surgimento de transtornos mentais

FOTO: Reprodução Copansp

A pesquisa, realizada em março de 2014, aponta que, desse total, 95% se sentem estressados, 87% ansiosos, 72% sofrem com insôniae outros distúrbios de sono, 68% são acometidos com depressão, 49% apresentaram ataques de pânico e 37% demonstraram sinais de agorafobia (medo de lugares abertos e multidões). O estudo foi realizado em cinco grandes capitais brasileiras, e foram consultadas cerca de duas mil pessoas, entre 20 e 50 anos.

Os motivos

Mas o que torna as grandes cidades tão prejudiciais nesse ponto se comparadas ao interior? É possível conviver em meio a esses impasses e ter uma vida saudável, sem os transtornos?

“Atualmente, leva-se, geralmente, um estilo de vida marcado por horas em congestionamentos, transportes coletivos apinhados de pessoas, alimentação ruim, pouco acesso à cultura e ao lazer, falta de contato com outras pessoas e cada vez menos vínculo e comprometimento delas, umas com as outras”, reconhece Rodrigo Toledo, coordenador do curso de psicologia da Universidade Ibirapuera, em São Paulo (SP).

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Texto: Vitor Manfio/Colaborador – Entrevistas: Karina Alonso/Colaboradora – Edição: Augusto Biason/Colaborador

Consultorias: Hewdy Lobo Ribeiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria (IPQ) da Universidade de São Paulo (USP), psiquiatra forense e psicogeriatra pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); Letícia Guedes, psicóloga clínica, analista do comportamento, especialista em terapia comportamental cognitiva, mestre em psicologia e membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC); Rodrigo Toledo, coordenador do curso de psicologia da Universidade Ibirapuera e membro do Comitê de Ética e Pesquisa (COEPE), mestre em educação pelo Programa de Estudos Pós Graduados em Educação: Sujeitos, Formação e Aprendizagem da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid/SP).

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