Entenda a importância da vacina na prevenção de doenças

Descubra qual é a importância da vacina na vida das pessoas e como ela previne e controla as epidemias que circulam por todo o mundo.

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 08/11/2016 às 11:14
Atualizado às 11:57

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O sistema imunológico por si só já é capaz de montar uma eficiente barreira contra muitos males. Ainda assim, diante de certos inimigos, as defesas do organismo acabam sucumbindo – basta ver epidemias de gripe, varíola ou sarampo, que já foram no passado muito ameaçadoras. Se já não despertam tanto medo hoje em dia, é porque foram colocadas sob controle. Isso, graças a uma das maiores invenções na história da medicina: a vacina.

Vacina prevenção doenças

Foto: Shutterstock

Contra-ataque

No final do século XVIII, o médico britânico Edward Jenner fez uma descoberta revolucionária. Ele constatou que algumas vacas apresentavam uma variação da varíola mais branda do que a vista nos humanos, o mesmo acontecendo com as pessoas que as ordenhavam. Observou que tais pessoas também eram mais resistentes à varíola humana. Então, ele passou a reproduzir o mesmo processo em outras pessoas, inoculando nelas pequenas amostras do vírus, o que as tornou mais imunes ao problema.

Sendo assim, o processo de vacinação pode ser interpretado como um “treino”, um combate em escalar menor, para que depois o organismo saiba como reagir quando estiver seriamente ameaçado. “O que a vacina faz é promover um estímulo artificial que produz uma reação de imunidade. Essa reação é provocada pela introdução de uma pequena amostra do vírus, que pode estar já inativo ou vivo. Então, o corpo reconhece que aquele micro-organismo não faz parte dele. A partir dali, o organismo cria anticorpos contra aquele vírus especificamente. Você simula a doença, de forma que a reação já esteja preparada diante do perigo real”, descreve o infectologista Paulo Olzon.

Seringa verde vacina

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Precaução

Duas fases distintas da vida, o começo e o fim, são especialmente beneficiadas pelas vacinas. No Brasil, por exemplo, a determinação é que qualquer criança, ao nascer, já seja vacinada na maternidade contra tuberculose (vacina BCG) e hepatite B — a BCG pode ser aplicada em dose única ou em uma segunda dose, já entre os 6 e 10 anos de idade, enquanto, para a hepatite, são exigidas uma segunda dose (aos dois meses de vida) e um terceira dose (aos seis meses) para completar o pacote. Portanto, cabe aos pais se certificarem de que os filhos foram efetivamente vacinados contra esses dois males, além de outros mais que ainda oferecem perigo na infância: sarampo, catapora, caxumba, meningite, rubéola, difteria, tétano e coqueluche — graças à vacinação, a poliomielite (ou paralisia infantil) já está praticamente erradicada em território nacional. Para saber mais, procure um posto de saúde para se informar.

A partir dos 60 anos, quando mais uma vez o corpo se torna vulnerável, os cuidados precisam ser retomados: “Idosos sofrem muito de gripe e pneumonia. As vacinas contra gripe já fazem parte do calendário, para os idosos e para adultos em geral, e têm de ser acompanhadas pela vacina pneumocócica, que combate a pneumonia”, lembra Olzon.

Por que sempre existe uma nova vacina contra a gripe?

Como uma estratégia para sua sobrevivência, os vírus apresentam a capacidade de sofrerem mutações com o passar do tempo. Por isso mesmo, as vacinas precisam ser atualizadas periodicamente, tão logo novos subtipos de gripe (chamados de cepas) são isolados pelos cientistas. Na campanha de vacinação realizada em 2014, o Ministério da Saúde distribuiu 53,5 milhões de doses contra a gripe A (cepas H1N1 e H3N2) e contra a influenza B.

Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Paulo Olzon, infectologista

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