7 dúvidas sobre pneumonia

Quando não tratada, a pneumonia pode apresentar complicações graves e até levar à morte

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FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 16/05/2016 às 09:00
Atualizado às 21:03

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Tire suas dúvidas sobre a doença que, muitas vezes, tem os sintomas confundidos com os da gripe!

O que é a pneumonia?

“A doença é definida como um processo inflamatório produzido por agente infeccioso, que acomete os pulmões. Esses agentes podem ser vírus, bactérias e fungos“, explica a pneumologista Valéria Martins, secretária geral da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). O diagnóstico é feito por exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax.

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Quais são os sintomas?

A febre alta, acima de 38°, é o sintoma mais comum. “Mas pode não ocorrer em determinados casos, como nos idosos”, avisa Valéria. Tosse, que pode ser seca ou com muco, mal-estar generalizado, falta de apetite e dor torácica são outros sintomas. “Variam de acordo com o agente, com o paciente e com a área do pulmão afetada“, complementa a pneumologista. Os casos de pneumonia aumentam 30% durante o inverno. A pneumonia é responsável por 11% das mortes de crianças com idade inferior a 1 ano. Em 13 anos, a vacinação contra a gripe reduziu em 60% as internações anuais por pneumonia. 1 pessoa morre em cada 25 que contraem pneumonia.

É possível prevenir?

A doença pode ser evitada com vacinação contra pneumonia, que protege contra cerca de 23 tipos de pneumococo (bactéria causadora mais comum), e vacina contra a gripe. Outros cuidados são os mesmos para prevenir qualquer doença respiratória: boa alimentação, atividade física, evitar cigarro e bebidas alcoólicas, tratar sinusite, rinite, gripes e outros problemas respiratórios, lavar bem as mãos e beber bastante líquido. “Evite exposição a grandes contrastes de temperatura. Não é que o frio faça mal, mas trocar um ambiente muito quente por outro muito frio, e vice-versa, é prejudicial”, explica Valéria.

Como é feito o tratamento?

“A pneumonia é tratada com antibióticos, além de uma boa hidratação, controle da febre e eliminação das secreções. Se a causa for viral, o paciente receberá também antivirais”, afirma Valéria. O tratamento pode ser feito em hospital ou em casa, dependendo da área do pulmão afetada, se há derrame pleural associado (acúmulo de líquido entre as membranas que revestem os pulmões) e se o paciente tem outras doenças, como diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares, câncer, etc. Qualquer paciente deve ser orientado pelo médico sobre o tratamento correto. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, melhor é a recuperação.

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Gripe e resfriado podem evoluir para a pneumonia?

Quando não tratados, sim. A gripe, principalmente, deixa o organismo mais fragilizado e suscetível a contrair pneumonia. O vírus da gripe também é um dos causadores da doença que atinge os pulmões. “Toda situação que afeta as vias aéreas leva ao comprometimento da sua defesa. Quando não tratada adequadamente, favorece a aspiração de bactérias para os pulmões”, afirma a pneumologista. Nos primeiros três dias, os sintomas da gripe e da pneumonia são bastante parecidos: febre, tosse e dor no corpo. No entanto, a gripe geralmente dura entre 5 e 7 dias, e a pneumonia leva de 7 a 10 dias para desaparecer.

Por que pode ser fatal?

Se a pneumonia não for tratada, as bactérias podem se espalhar pelo corpo e a doença pode causar a morte. “A pneumonia pode evoluir com complicações, como derrame pleural, sepse (infecção geral e grave do organismo) e insuficiência respiratória, de maneira muito rápida: o paciente está bem e, em algumas horas, a infecção se manifesta. Por isso, quando os sintomas aparecem, é preciso procurar atendimento médico o quanto antes”, afirma Valéria.

Por que a pneumonia afeta mais crianças e idosos?

“A doença é a principal causa de mortes entre as crianças porque elas ainda não apresentam sistema imunológico bem definido, e ficam mais suscetíveis à contaminação. Já os idosos podem ter outras doenças associadas, que comprometem a imunidade e dificultam o tratamento”, revela a especialista.

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Texto: Marisa Sei | Consultoria: Valéria Martins, pneumologista e secretária geral da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) Foto: Thinkstock/Getty Images.

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