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Trombose X Anticoncepcional : realmente existe relação?

Trombose e anticoncepcional geram bastante polêmica e muitas mulheres não tomam a pílula por medo. Entenda mais sobre essa relação!

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Foto Istock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 14/10/2016 às 00:18
Atualizado às 20:55

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Indo na contramão do que diz na bula,  os casos de mulheres que acabaram tendo trombose por causa do uso de anticoncepcionais não são tão raros. Até mesmo, existe no Facebook uma paginada chamada “Vítimas de anticoncepcionais”. 

pílulas

Foto Istock.com/Getty Images

Mas, afinal, existe risco de trombose?

Algumas pílulas de uso oral que trazem na composição uma substância chamada drospirenona, apresentam as taxas mais altas de risco de trombose venosa. O alerta foi dado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em 2011, depois de estudos avaliarem reações adversas em mulheres que tomam anticoncepcionais com esse hormônio.

mulher olhando para uma cartela de anticoncepcional

Foto Istock.com/getty Images

Apesar disso, o uso da pílula não é totalmente inseguro, já que depende de uma associação de fatores que precisam ser analisados. O médico deve investigar se a mulher nunca tomou esse tipo de contraceptivo, se tem parentes de primeiro grau com casos de trombose ou problemas circulatórios ou se é fumante”, recomenda Wesley Schunk, nefrologista e nutrólogo. Ou seja, o risco de fato existe, entretanto, é pouco informado, tanto por órgãos reguladores, quanto por uma parcela dos médicos.

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 Por isso, atenção!

É importante ressaltar que antes do uso de qualquer contraceptivo, é necessária uma consulta médica, como destaca Alberto Jorge Guimarães, ginecologista e obstetra: “o médico deve usar metodologia participativa, objetivando preparar e dar elementos para que as pessoas tenham uma opinião formada sobre seus direitos sexuais e reprodutivos e, principalmente, sobre as diferentes opções anticoncepcionais, de maneira que sejam capazes de realizar uma escolha livre e informada”. Ou seja, a decisão pelo anticoncepcional não deve ser a primeira escolha: exames, histórico familiar e perguntas sobre eventuais problemas de saúde e hábitos da paciente também devem estar presentes na consulta.

Consultoria Alberto Jorge Guimarães, ginecologista e obstetra