Aprenda a identificar alguns transtornos psicológicos infantis

Não é por serem pequenas que as crianças estão livres dos transtornos psicológicos infantis. Conheça os mais frequentes e ajude a identificá-los

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 30/03/2017 às 13:21
Atualizado às 13:40

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Quem nunca se referiu à infância como sendo “a vida que pediu a Deus”? Estudar, brincar, comer e se divertir: pouca responsabilidade e (quase) nenhum problema. Essa é uma visão ideal do que deveria ser a rotina de uma criança saudável. Mas, ao longo desse caminho de crescimento e desenvolvimento, algumas questões podem surgir como verdadeiros obstáculos, causando, inclusive, sérios tropeços na sua fase adulta. Como nem só de sonhos é feita a infância, algumas pessoas precisam lidar com os dilemas das emoções ainda pequenas, enfrentando, em muitos casos, alguns transtornos psicológicos infantis.

Existem crianças que sofrem com alguns transtornos psicológicos infantis

Os transtornos psicológicos infantis são realidade e precisam ser tratados. Foto: Shutterstock

Além do óbvio

Não é difícil para um pai ou uma mãe reconhecer em seu filho os sinais de um resfriado. Febre e prostração, por exemplo, são alertas evidentes de que a saúde não vai bem. Assim, quase nunca um adulto fica indiferente ao sofrimento da criança. Mas e quando a ferida não é visível e está alojada na alma?

“Os cuidados paternos e/ou domésticos são a maior fonte de saúde para o pequeno em formação. Logo, é também esse o ambiente mais propício a transtornos emocionais infantis, quando existe abuso, negligência, violência física ou psicológica”, diz a psicóloga Miriam Barros, especialista em terapia familiar. E é exatamente por isso que os responsáveis devem observar também o comportamento da criança.

Problema de família

“De dez anos para cá, tem-se falado muito em transtornos infantis, como o de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Porém, o trabalho deveria seguir no sentido de oferecer apoio e orientação à família sobre os problemas de ordem emocional das crianças e como colaborar na prevenção e no tratamento deles”, avalia. Uma primeira condição precisa ser alcançada antes disso: vencer o preconceito. Muitas vezes, os pais resistem em admitir e preferem esconder o problema emocional de um filho, por motivos diversos que variam da resistência em admitir uma possível falha de criação até por questões sociais de status.

O papel dos pais e até mesmo dos professores é essencial no diagnóstico dos transtornos psicológicos infantis

O papel dos pais e até mesmo dos professores é essencial no diagnóstico dos transtornos. Foto: Shutterstock

Principais transtornos psicológicos infantis

1. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): é o mais falado no momento e o mais comum entre crianças e adolescentes. Consiste em sintomas de impulsividade, falta de atenção e inquietação, que prejudicam o desenvolvimento do pequeno. Infelizmente, vem sendo bastante diagnosticado erroneamente, confundido com a típica e saudável intensidade da infância e usado até como pretexto para a incapacidade de os pais lidarem com a criança.

2. Depressão: tristeza, apatia, isolamento, calma excessiva, agitação, comportamentos autoagressivos, carência afetiva aumentada e, principalmente, irritabilidade e mau humor constante. Pode ser por causas biológicas, mas, na maior parte dos casos, acontece por questões ambientais, como reação a situações de abuso físico ou psicológico: maus-tratos, humilhação, agressões ou exposição a situações familiares agressivas.

3. Ansiedade: manifesta-se por meio de comportamentos impulsivos, impaciência, nervosismo, medos exagerados diante de situações ou coisas aparentemente inofensivas e ainda sintomas psicossomáticos, como dores de barriga, de cabeça e náuseas. A mais comum está ligada à separação dos pais, pois a criança não consegue lidar com a ausência de um deles. “Ela pode chorar, pedir para ligar várias vezes para o pai ou a mãe, se isolar das outras crianças e apresentar alergias, problemas de pele ou de apetite. Situações de perda, mudanças de cidade e adoecimento de um dos pais também podem desencadear o problema”, diz Miriam Barros.

Consultoria: Miriam Barros, psicóloga especialista em terapia familiar

Texto: Marcella Pacheli/Colaboradora

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