Transtorno alimentar em crianças: saiba o quão grave o problema pode ser!

As doenças emocionais também podem atingir os pequenos e são tão perigosas quanto nos adultos. Saiba como se manifesta o transtorno alimentar em crianças e por que é importante abordar o problema o quanto antes!

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O apoio dos pais é essencial quando esses questionamentos surgem. FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 22/02/2018 às 09:00
Atualizado às 09:00

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Recentemente, vimos uma notícia assustadora no noticiário internacional. Na Irlanda, uma garotinha de 11 anos cometeu suicídio depois de alegar que não estava feliz som seu próprio corpo. Ela se cortou e escreveu com o sangue “garotas bonitas não comem”. Já pensou que seu filho, aí do seu
lado no sofá, pode também estar passando por um momento difícil de aceitação de imagem? Entenda, a seguir, como surge o transtorno alimentar em crianças e como é possível ajudá-las!

Fique de olho

“É muito importante percebermos quando essa questão da alimentação começa a ser um problema. Comer um pouco a mais ou um pouco a menos, às vezes, é normal. Porém, quando essas alterações alimentares causam angústia, tristeza e outros problemas emocionais, é hora de se preocupar!”, explica Luciana, que também complementa: “Quando a criança come por compulsão, a gente tem que ver o que está levando a isso. Por isso, é muito importante levá-la a um psiquiatra infantil junto com um psicólogo. Você tem vários tipos de gatilhos, como a tristeza, a depressão, um transtorno de ansiedade, um medo, ou pode ser uma forma de chamar atenção. Essa questão alimentar pode ser um sintoma para vários transtornos ou várias
dificuldades que a criança está passando”.

Tenha uma conversa amigável

“Os pais devem orientar os filhos sobre os perigos dos excessos, portanto, devem, inclusive, monitorar os tipos de alimentos que os filhos ingerem,
bem como a quantidade. Assim, são capazes de verificar quando a criança ultrapassa os limites. Importante: jamais seja taxativa com a criança falando coisas do tipo: ‘se continuar comendo assim vai ficar gorda’. Seja franca com a criança abordando o que de fato importa, que a saúde dela
será afetada de acordo com a sua alimentação”, comenta Ellen.

Conversar e mostrar-se solícita é importante para que as crianças dialoguem sobre os seus problemas. FOTO: Shutterstock.com

Equilíbrio é tudo!

“É muito importante que, no cardápio alimentar, esteja incluso legumes, frutas e verduras, e que o horário da refeição seja feito à mesa. Além disso, a
família precisa ter hábitos alimentares saudáveis porque a criança não vai criá-los sem o exemplo”, comenta Luciana. Já a psicóloga complementa sobre a necessidade de maleabilidade: “A criança que já possui um convívio social não irá manter uma alimentação saudável 100% do tempo, sendo importante que os pais cedam em situações de festinhas de aniversário, por exemplo. Com exceção apenas daquelas que apresentam algum problema de saúde que possa ser afetado por determinados tipos de alimentos”.


“O tratamento envolve um profissional da área de nutrição, um psicólogo, o médico da criança, podendo ser o próprio pediatra ou um psiquiatra em casos mais extremos”, Ellen Moraes Senra, psicóloga


Deixe seus filhos contar suas histórias

  • Falar é bom, mas ouvir também é importante!
  • Inicie uma conversa para falar sobre seu filho e depois ouça o que ele está tentando dizer.
  • As crianças podem não ser capazes de expressar-se claramente, e é por isso que você deve prestar atenção nas palavras que eles usam e em suas pistas não-verbais.
  • Não só você deve ouvir, mas também deixar seu filho saber que está sendo ouvido e levado a sério.
  • Reconheça o que ele diz e responda para que saiba que você entende o que ele fala.

Atenção aos sinais!

Tome uma atitude quando seu filho apresentar isolamento social, vontade excessiva de ficar em casa e evitar atividades que antes gostava de realizar. Converse sobre a importância de não se ter excessos em nenhuma área na vida e tente entender o que pode estar causando aquilo. Não hesite em procurar ajuda profissional.

Texto: Daniela Andrioli | Consultoria: Ellen Moraes Senra, psicóloga e Luciana Brites psicopedagoga do Instituto NeuroSaber

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