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Tireoide: descubra se você tem algum problema nessa glândula

A tireoide é uma das glândulas que formam o sistema endócrino, responsável por algumas das mais importantes funções no organismo. Saiba mais sobre ela!

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 12/09/2016 às 13:05
Atualizado às 20:57

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Você sabe o que é tireoide? “Essa glândula tem a forma de uma borboleta e está localizada na região do pescoço. Sua função é produzir os hormônios que controlam a velocidade com que quase todas as células do organismo funcionam, ou seja, influencia todo o metabolismo do corpo”, explica o geriatra Jorge Jamili. Quando os hormônios estão desregulados, a tireoide apresenta duas principais doenças: o hipertireoidismo e o hipotireoidismo. Saiba mais!

pessoa com alterações na tireoide

FOTO: Shutterstock Images

Hipotireoidismo

Ocorre quando o órgão passa a funcionar de maneira mais lenta, produzindo e enviando menos hormônios. Esse é o distúrbio mais comum da tireoide. As causas são muitas, entre elas: quando o organismo passa por alterações autoimunes existe uma maior incidência de anticorpos inibidores e não estimuladores da tireoide. Idade superior a 40 anos, sexo feminino, obesidade, cirurgia de retirada de toda ou de parte da glândula, além de exposição prolongada à radiação são fatores de risco. A lentidão da tireoide favorece o acúmulo de gorduras, já que o metabolismo trabalha mais devagar para queimar calorias. Resultado, gasta-se menos energia e o peso aumenta.

Hipertireoidismo

Acontece quando existe o aumento da secreção dos hormônios da tireoide, que passa a trabalhar em ritmo mais acelerado do que o normal. Dependendo do grau de intensidade, a doença pode se instalar de forma silenciosa, sem despertar um mal-estar específico ou, ainda, gerando sintomas que dificultam sua identificação. Alguns dos sintomas mais comuns são: irritabilidade, agitação, instabilidade emocional, intolerância ao calor, sudorese, tremores, palpitações, fadiga, perda de peso (apesar do aumento do apetite), diarreia, diminuição da libido, alterações menstruais e fraqueza muscular. Em grau avançado ainda podem ocorrer taquicardia, insuficiência cardíaca e arritmia. Com a glândula consumindo mais energia do que o normal, o corpo recorre aos estoques de gordura para saciar seu apetite. O metabolismo fica acelerado, existe um maior gasto de energia e perda de peso, mesmo com o aumento de apetite.

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Tratamento

A maneira mais eficaz de tratar o hipotireoidismo é a reposição hormonal, feita por meio de medicamentos receitados por médicos especialistas. Com o tratamento, é possível regularizar os níveis hormonais, fazendo que o metabolismo retorne ao normal e os sintomas desapareçam. “Tratar o estado metabólico com medicamentos voltados para os efeitos, desconsiderando as causas de base, frequentemente não produz os resultados desejados”, explica Jamili. É importante lembrar da necessidade de um acompanhamento médico, pois pode haver mudanças nas doses de hormônios. “No caso do hipertireoidismo, há drogas antitireoidianas que podem ser usadas. Se não houver remissão, optamos por tratamentos chamados definitivos, como cirurgia ou uso de iodo radioativo. Nestes casos, é frequente a evolução do hipertireoidismo para o hipotireoidismo. Aí, então, trataremos como hipotireoidismo”, afirma a endocrinologista Roberta Henriques.