Conheça os tipos de cansaço e saiba como resolver o problema

Físico, mental, emocional ou espiritual, vários podem ser os tipos de cansaço, o importante é saber combate-lo. Confira algumas dicas nessa matéria!

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 07/12/2016 às 12:53
Atualizado às 12:54

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É comum sentir-se cansado após um dia longo de trabalho ou estudos. Porém, o problema é quando a falta de energia se torna constante e começa a atrapalhar na realização de tarefas diárias. A fadiga se manifesta de formas diferentes em cada pessoa, dependendo principalmente de suas causas. É possível definir a condição como um estado de desgaste, seja ele mental ou físico, que produza uma queda do rendimento natural ou esperado de um indivíduo, uma diminuição da capacidade de trabalhar e/ou uma redução da eficiência para responder a um estímulo.

mulher cansada dormindo na bola de pilates

Foto: Shutterstock

Tipos de cansaço

Para a médica psiquiatra Maria Cristina de Stefano, existem quatro tipos de cansaço: o físico, aquele que nos deixa sem forças para realizar até pequenas tarefas; o mental, que produz ansiedade, preocupação, esquecimento e falta de atenção; o emocional, o qual tem como sintomas a tristeza, a angústia e o mau humor; e o espiritual, que se trata da relação entre o cansaço físico e emocional e pode ser causado por situações desconfortáveis que se prolongam. Existe ainda a Síndrome de burnout, também conhecida como esgotamento profissional, que é mais comum em pessoas que trabalham muito e não dedicam tanto tempo a atividades de lazer e relaxamento. “Esse estresse crônico pode ser acarretado pelas condições estressantes do trabalho diário, tais como excesso de compromissos e responsabilidades, pressão psicológica e moral ou busca incessante por metas”, alerta Maria Cristina.

Problema crônico

A síndrome de fadiga crônica ou encefalomielite miálgica tem como sintomas a fadiga extrema, dores de cabeça, dores musculares e dificuldades de concentração. É uma exaustão da mente e do corpo que dura mais de seis meses, não melhora com o repouso e pode piorar com a atividade física. Por isso, se a falta de disposição se prolonga, é hora de investigar. “Sempre se deve procurar atendimento médico, para primeiramente investigar as possíveis causas e definir uma linha de tratamento adequado”, aconselha Oswaldo Bramussi, professor de neurologia do IPEMED – Faculdade de Ciências Médicas.

Causas comuns

Conheça os fatores que costumam tirar o ânimo na maioria dos casos de fadiga!

  • Trabalhar demais: dedicar horas excessivas ao trabalho, sem reservar momentos de lazer, é a origem mais frequente da exaustão. “Com o acúmulo de tarefas diárias, muitas responsabilidades profissionais e familiares, é comum o cansaço mental. Devido a este cansaço mental, nosso sistema endócrino, que é regulador dos hormônios, pode sofrer algumas alterações e refletir em nosso físico”, explica o educador físico Ricardo Rosa de Avelar;
  • Comer mal: uma dieta com grande quantidade de alimentos refinados e industrializados não fornece nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo e produção de energia. Sendo assim, a má alimentação pode ocasionar diversas deficiências nutricionais e prejudicar o funcionamento do organismo;
  • Dormir pouco: “O cansaço ou a fadiga ao acordar acontece porque dormimos tarde ou ficamos muito tempo na frente da televisão ou computador, impedindo a liberação do hormônio do sono, a melatonina. Se ela não for liberada, não teremos boa qualidade de sono e, pela manhã, não será liberado o cortisol que nos protege”, explica o fisioterapeuta Afonso Shiguemi Inoue Salgado;
  • Sedentarismo: o ideal é realizar atividades físicas regularmente, o que, além de melhorar o condicionamento, também libera hormônios de bem-estar e promove alívio do estresse, trazendo mais disposição para as tarefas diárias de trabalho. “Porém, o excesso de exercícios físicos, sem o devido respeito ao próprio organismo, podem também trazer estes distúrbios”, alerta Ricardo.

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Consultoria: Afonso Shiguemi Inoue Salgado, fisioterapeuta, Maria Cristina de Stefano, médica psiquiatra, Oswaldo Bramussi, professor de neurologia do IPEMED – Faculdade de Ciências Médicas e Ricardo Rosa de Avelar, professor de Educação Física na Academia Arena Health Center

Texto: Laís Rodrigues