Terapias são importantes armas no tratamento da depressão

Terapias que envolvem o diálogo com o paciente que sofre com a depressão pode ser o principal método de tratamento no combate à doença

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por Redação Alto Astral
Publicado em 06/12/2016 às 08:41
Atualizado às 12:54

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Uma pesquisa realizada na Universidade de Berna, na Suíça, investigou os resultados de métodos psicoterápicos que envolvem o diálogo com o paciente que sofre com a depressão, concluindo serem esses os mais efetivos. Publicado na revista científica PLOS Medicine, o estudo contou com a revisão de 198 pesquisas envolvendo mais de 15 mil indivíduos em idade adulta. Percebendo os benefícios da abordagem por meio de terapias, os estudiosos sugeriram que a melhora tenha sido em decorrência do apoio oferecido pelos profissionais, que estavam em contato direto com o caso dos seus pacientes.

Psicoterapia ajuda a superar a depressão

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“O objetivo principal da terapia é oferecer habilidades e visão que irão ajudar a lidar com a depressão por meio de técnicas práticas sobre como reformular o pensamento negativo e empregar habilidades comportamentais. O tratamento também pode trabalhar a raiz do distúrbio, colaborando para a compreensão do motivo pelo qual a pessoa se sente de determinada maneira e quais os gatilhos desencadeiam suas sensações”, pontua a psicóloga Monica Pessanha.

A profissional ainda acrescenta que, em termos gerais, a terapia se concentra em três áreas: relacionamento (familiar e trabalho), definição de limite (uma vez que tentar dar “passos maiores que as pernas” pode ser um desencadeador da depressão) e o momento de lidar com os problemas da vida (a maneira com a qual devemos desenvolver maior resiliência). “Existem muitos tipos disponíveis e três métodos mais comuns utilizados no tratamento, como as terapias cognitivo-comportamental, interpessoal e psicodinâmica. Muitas vezes, uma abordagem mista é mais usada”, esclarece Monica.

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Texto: Érika Alfaro/Colaboradora – Entrevista: Victor Santos – Edição: Augusto Biason/Colaborador

Consultorias: Bayard Galvão, psicólogo clínico, hipnoterapeuta e presidente do Instituto Milton H. Erickson de São Paulo; Monica Pessanha, psicóloga; Júlia Bárány, psicanalista.