ESTILO DE VIDA

Teorias da conspiração: como elas são elaboradas?

Estudiosos tentaram desvendar os elementos que compõem as loucas teorias da conspiração que especialmente o pessoal da internet adora

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FOTO: Vinícius Tupinamba/ Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 16/12/2016 às 15:05
Atualizado às 16:14

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Apesar de alguns estudos apontarem que é a descrença nas autoridades o motivo que faz com que as teorias da conspiração surjam, o neuropsicólogo Fábio Roesler possui uma visão um pouco diferente. “Não creio que essas teorias sejam resultados de uma descrença naquilo que as autoridades transmitem ou informam”, indica o especialista. Em sua visão, casos como “Elvis não morreu” ou “John Lennon foi assassinado pelo governo dos EUA” têm outra explicação.

impressão digital laranja em fundo preto, investigação de teoria da conspiração

FOTO: Vinícius Tupinamba/ Shutterstock.com

A chave das teorias mirabolantes

“De uma forma geral, as teorias da conspiração envolvendo famosos ocorrem devido à idealização que alguns fãs fazem em relação a tais pessoas”, explica Fábio. “Elas fantasiam que tudo o que diz respeito aos famosos é extraordinariamente diferente da vida deles, e não conseguem acreditar que eles simplesmente morreram”, completa.

Ou seja, as percepções fantásticas em relação às celebridades não ocorrem apenas sobre suas vidas, como também a respeito de suas mortes. Essas fantasias da realidade são bem frequentes nos Estados Unidos, país onde elas foram objeto de um estudo bem aprofundado.

A elaboração das teorias da conspiração

No livro A Culture of Conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America (“Uma Cultura da Conspiração: Visões Apocalípticas na América Contemporânea”, em tradução livre), o cientista político Michael Barkun aponta que a paranoia é um dos principais elementos para que uma teoria da conspiração tome forma e ganhe força.

Para que uma hipótese desse tipo seja formulada, Barkun relata três pontos essenciais: “nada acontece por acaso”, que sinaliza que qualquer coisa possui uma intenção; “nada é o que parece”, crença na qual os conspiradores estariam, na verdade, disfarçando atividades ou identidades; e “tudo está conectado”, que prega que qualquer fato está articulado com outros acontecimentos, mas os autores da conspiração fazem de tudo para que as coisas não pareçam parte de um processo interligado.

Na visão geral do autor, as teorias são criadas com a intenção de confortar uma sociedade marcada por fatos impactantes e sem motivos oportunos de existir, e servem justamente para dar sentido a esses eventos tão chocantes.

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Consultoria: Fábio Roesler, psicólogo e neuropsicólogo da Clínica de Cefaleia e Neurologia “Dr Edgard Raffaeli”, com especialização em neurofeedback