TDAH: compreenda mais sobre esse problema e aprenda identificá-lo!

Aprenda identificar o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e veja como o tratamento do problema pode ser feito!

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Os pais da criança com TDAH precisam ser pacientes FOTO: shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 10/08/2017 às 11:00
Atualizado às 13:59

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De acordo com a psicóloga Ana Paula Magosso Cavaggioni, “o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida”. Na prática, a criança que sofre com o problema é desatenta, inquieta e impulsiva, o que pode prejudicá-la na vida escolar e social. Se seu filho apresenta essas características e foi diagnosticado com TDAH, não se desespere, pois tem tratamento. A especialista fala sobre ele e dá outras dicas sobre como lidar com as crianças com o transtorno.

Meu filho tem TDAH?

Segundo Ana Paula, o diagnóstico do transtorno pode ser dado quando a criança apresenta um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfira no funcionamento e no desenvolvimento. “Ou seja, ela tem dificuldade na escola e no relacionamento com pais e professores, por exemplo, não presta atenção em detalhes, comete erros nos trabalhos escolares por descuido, tem dificuldade em organizar as tarefas, não consegue ficar parada por muito tempo etc”, complementa. Entretanto, esses sintomas podem estar ligados a outras síndromes, então, para ter um diagnóstico assertivo, é necessário uma avaliação interdisciplinar envolvendo psicólogos, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos e neuropediatras ou psiquiatras, além dos pais e da escola.

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O diagnóstico do transtorno envolve varias especialidade, pois ele pode ser confundido com outras doenças. FOTO: shutterstock.com

Sinais

  • Não escutar quando lhe dirigem a palavra
  • Não seguir instruções e não terminar deveres de casa ou tarefas domésticas
  • Não gostar ou relutar em se envolver em tarefas que exijam esforço mental prolongado
  • Perder objetos necessários às tarefas ou atividades
  • Ser facilmente distraído por estímulos externos
  • Remexer ou batucar mãos e pés ou se contorcer na cadeira
  • Levantar da cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado
  • Ser incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente
  • Falar demais
  • Não conseguir aguardar a vez de falar, respondendo uma pergunta antes que seja terminada ou completando a frase dos outros
  • Ter dificuldade de esperar a sua vez

Como tratar?

O tratamento não é único e deve ser adequado às necessidades de cada criança e grau do transtorno. Na maioria dos casos é necessário acompanhamento psicológico, fonoaudiólogo e psicopedagógico. Em outras situações, existem medicamentos que melhoram as áreas cerebrais responsáveis pelo TDAH. A especialista explica que a presença dos pais é imprescindível para o sucesso do tratamento. “Os pais devem sempre reforçar o que há de melhor na criança, conversar com ela sobre o que está sentindo, ter paciência, estabelecer regras e limites dentro de casa e mantê-los, agindo como exemplo, diminuir a quantidade de estímulos no quarto e no ambiente de estudos, manter o ambiente organizado e o mais harmônico possível”, pontua.

Mudanças para o bem!

A rotina da criança também deve ser alterada, assim, ela se sentirá mais confortável com as atividades que deve realizar. “Os pais devem auxiliar as crianças a subdividirem suas tarefas em tarefas menores; dar instruções claras e diretas, uma de cada vez; manter uma rotina clara e regular, com horários principais definidos (refeições, hora da lição, de casa, banho, dormir etc.)”, sugere.

Texto Redação Alto Asltral | Consultoria: Ana Paula Magosso Cavaggioni,  psicóloga

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